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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Dica de Leitura


Fragilidade

Somos seres humanos. Portanto, temos medo. Por mais fortes e valentes que aparentemos ser, no fundo escondemos nossa real faceta. O homem contemporâneo tem medo da morte, da solidão, do fracasso, da inveja, do envelhecimento, das paixões, da falta de sentido da vida... Enfim, somos reféns do medo. Aparências disfarçam nossa real condição. Infelizmente usamos máscaras; maquiagens escondem as imperfeições de nossa face. Imperfeições que deveriam ser escancaradas. Imperfeições que, se aceitas pelo outro, comprovariam se somos realmente amados, ou não.

Medos que assolam a humanidade são explicitados com primazia, delicadeza e bom senso por dois sábios homens, Fábio de Melo e Gabriel Chalita, no livro “Cartas entre Amigos – sobre medos contemporâneos”. Por meio de mensagens sublimes e belamente filosóficas, os autores desconstroem as aflições que permeiam o cotidiano da humanidade. A sabedoria é apresentada em forma de cartas que um enviou para o outro. Cartas que denotam a grandeza infinita de uma amizade verdadeira. Amizade condicionada à aceitação de imperfeições, que se não compreendidas, fazem com que relações amigáveis se convertam em bajulações baratas.

Valores humanos são resgatados no decorrer das “conversas” escritas idealizadas pelos autores. A escolha da linguagem não verbal é justificada. Os sábios defendem a ideia de que escrever é uma forma de manter vivo o que nem a morte nem o envelhecimento destroem. Escrever é nada mais nada menos do que materializar o imaterial. Trata-se de traduzir o transcendente. A troca recíproca de saberes entre ambos, serve como pano de fundo para a real intenção: atingir e desvendar os medos e incertezas que habitam os recônditos de nossas almas.

“Cartas entre Amigos” é um livro de filosofia sobre a humanidade. Uma obra transformadora que deveria ser lida por todos. Fazemos de tudo para demonstrar força. Mas a fraqueza é inerente a cada um de nós, principalmente quando nos revestimos da mais valente armadura. Ledo engano. Quanto maior a armadura, mais frágil é o ser que a habita. Basta prestar atenção nas pessoas que compõem o elenco de nosso cotidiano. No homem sisudo e incapacitado de um sorriso mora um menino frágil, desejoso por um abraço. Na mulher austera e rude habita uma podre garotinha que tem medo de escuro.

A principal mensagem do livro é que para sermos felizes basta que passemos a descobrir o que realmente somos. Ao lê-lo, recordei-me dos dizeres de Fernando Pessoa: “Procuro despir-me de tudo que aprendi; procuro esquecer-me da maneira de lembrar que me ensinaram, e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos; desencaixotar minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me e ser eu.”

PS: Dedico esse texto a meus companheiros de caminhada, em especial, a Angélica Neri, grande amiga.


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Um livro para pessoas especiais


Você já imaginou passar um dia com Deus? Pode parecer uma ideia surreal, absurda ou até mesmo subjetiva, já que nós cristãos acreditamos que Ele está presente em todos os momentos de nossa existência. Mas, você já imaginou ficar cara a cara com Deus? E mais, já se viu obrigado a encarar seu maior pesadelo a fim de superá-lo?

É esta premissa que permeia o best-seller A Cabana (tradução de Alves Calado; Sextante; 240 páginas; R$ 24,90). De autoria de William P. Young, o livro narra a trajetória do pai de família Mackenzie. Era para se um fim de semana de diversão para Mack e seus filhos, porém, uma tragédia desperta no homem uma Grande Tristeza que o acompanha por toda a vida.

Passado alguns anos após a tragédia, Mack recebe um estranho bilhete em sua caixa de correio. Assinado carinhosamente por Papai, a mensagem o convida a visitar o local onde ocorreu o fato que desencadeou a Grande Tristeza.

Um pouco relutante Mackenzie volta ao local: uma velha e abandonada cabana afastada de toda a civilização moderna. Um lugar onde a solidão e o abatimento enseja qualquer ser humano depressivo a cometer um ato de loucura. Bom, não posso revelar o enredo. O que será que aconteceria com Mack após chegar ao palco de seu mais perturbador pesadelo? Como enfrentaria a Grande Tristeza? Como perdoar alguém que roubou dele seu mais precioso bem? Como Mack poderia recuperar a subjetividade sequestrada? Papai o auxiliaria...

A Cabana é o tipo de bibliografia que induz o leitor a simplesmente pensar sobre o verdadeiro significado da existência. Até que ponto os acontecimentos narrados poderiam ser verdadeiros ou utópicos? Gostaria de compartilhar A Cabana com todos que considero especiais. É um livro capaz de transformar vidas. Como o próprio autor diz: vale como uma oração. A obra se Encontra na lista dos mais vendidos. Não consegui ainda classificá-lo como autoajuda ou ficção, mas creio que tal denominação de gênero depende da visão de cada leitor. Simplesmente leia e reflita sobre sua cabana particular... todos guardamos uma cabana no mais profundo eu...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Sugestão de Leitura!!!

Os Miseráveis: uma história de superação!

Nas férias da faculdade me comprometi a ler um livro chamado Os Miseráveis (Les Miserables). Não sabia absolutamente nada a respeito da obra! Fui atraído pelo título. Sabia somente que o autor, o francês Victor Hugo, era o mesmo de grandes sucessos como O corcunda de Notre Dame e Os trabalhadores do mar.

A princípio, a linguagem densa e arcaica (afinal, foi escrito no século XIX) me fez pensar em abandonar a leitura. No entanto, a história abduziu-me a ponto de despertar a sangria em terminar a leitura para desvendar o desfecho!

A antologia narra a saga de Jean Valjean. O homem condenado a anos de prisão por roubar comida. Cumprida a pena, uma reviravolta acontece na vida de Valjean: ele se torna, não se sabe por qual motivo, um próspero empresário, proprietário de muitos bens. Sempre guiado pelo altruísmo, não media esforços em ajudar quem cruzasse seu caminho. A benevolência e a abnegação eram inerentes a ele.

Em determinado momento, o destino de Valjean cruza-se com o da garotinha Cosette, a cotovia. A menina, de aparência digna de pena, vivia sob os mal-tratos dos Thenárdier. Constantemente espancada e forçada a desempenhar serviços braçais, a pobre menina sonhava em ter uma boneca de pano como a que as filhas do casal Thenárdier possuíam. Não passava de pura utopia. Cosette era espancada pelo simples fato de olhar as meninas brincando com a boneca.

Certa vez, em uma noite escura, Jean Valjean encontra Cosette na rua carregando um pesado balde com água. Ele então a ajuda levar o balde até a estalagem dos Thenárdier. Após muita insistência, Valjean consegue passar a noite no local.

A rica e famigerada poética narrativa usada por Victor Hugo, desperta no leitor uma sensação próxima a hipnose. É impossível parar de ler! Um dos ápices da história se dá quando Valjean presenteia a garota Cosette com a boneca mais cara e cobiçada existente na região. A maneira como a menina reagiu ao ganhar sua primeira boneca é narrada de tal forma que dificilmente algum leitor ficaria indiferente.

O amor paternal aflora no coração de Valjean. A empatia por aquela frágil criatura o envolve profundamente. Eis que ele oferece dinheiro aos Thenárdier para ficar com a garota. A partir daí, uma série de aventuras acontecem. Perseguições, conflitos, amor, ódio, inveja, pilantragem, tudo isso é congregado em Os Miseráveis. Um livro que valoriza a capacidade humana de fazer o bem sem medir esforços, além de realçar aspectos como a cobiça e a ambição. Caberá ao leitor descobrir quem são os verdadeiros miseráveis.

Bons livros são aqueles que acrescentam algo em nossas vidas, o que é o caso de Os Miseráveis. Eu recomendo!

Dica de Leitura!!!

Os Miseráveis: uma história de superação!


Nas férias da faculdade me comprometi a ler um livro chamado Os Miseráveis. Não sabia absolutamente nada a respeito da obra! Fui atraído pelo título. Sabia somente que o autor, o francês Victor Hugo, era o mesmo de grandes sucessos como O corcunda de Notre Dame e Os trabalhadores do mar.

A princípio, a linguagem densa e arcaica (afinal, foi escrito no século XIX) me fez pensar em abandonar a leitura. No entanto, a história abduziu-me a ponto de despertar o desejo de terminar a leitura para desvendar o desfecho!

A antologia narra a saga de Jean Valjean. O homem condenado a anos de prisão por roubar comida. Cumprida a pena, uma reviravolta acontece na vida de Valjean: ele se torna, não se sabe por qual motivo, um próspero empresário, proprietário de muitos bens. Sempre guiado pelo altruísmo, não media esforços em ajudar quem cruzasse seu caminho. A benevolência e a abnegação eram inerentes a ele.

Em determinado momento, o destino de Valjean cruza-se com o da garotinha Cosette, a cotovia. A menina, de aparência digna de pena, vivia sob os mal-tratos dos Thenárdier. Constantemente espancada e forçada a desempenhar serviços braçais, a pobre menina sonhava em ter uma boneca de pano como a que as filhas do casal Thenárdier possuíam. Não passava de pura utopia. Cosette era espancada pelo simples fato de olhar as meninas brincando com a boneca.

Certa vez, em uma noite escura, Jean Valjean encontra Cosette na rua carregando um pesado balde com água. Ele então a ajuda levar o balde até a estalagem dos Thenárdier. Após muita insistência, Valjean consegue passar a noite no local.

A rica e famigerada poética narrativa usada por Victor Hugo, desperta no leitor uma sensação próxima a hipnose. É impossível parar de ler! Um dos ápices da história se dá quando Valjean presenteia a garota Cosette com a boneca mais cara e cobiçada existente na região. A maneira como a menina reagiu a ganhar sua primeira boneca é narrada de tal forma que dificilmente algum leitor ficaria indiferente.

O amor paternal aflora no coração de Valjean. A empatia por aquela frágil criatura o envolve profundamente. Eis que ele oferece dinheiro aos Thenárdier para ficar com a garota. A partir daí, uma série de aventuras acontecem. Perseguições, conflitos, amor, ódio, inveja, pilantragem, tudo isso é congregado em Os Miseráveis. Um livro que valoriza a capacidade humana de fazer o bem sem medir esforços, além de realçar aspectos como a cobiça e a ambição. Caberá ao leitor descobrir quem são os verdadeiros miseráveis.

Bons livros são aqueles que acrescentam algo em nossas vidas, o que é o caso de “Os Miseráveis”. Eu recomendo!