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domingo, 8 de agosto de 2010

Uma Canção...

Certas composições dispensam comentários... Dizer alguma coisa pode comprometer a beleza dos versos milimetricamente construídos por poetas, estes arquitetos da alma... É o caso de Nando Reis...





Pra Você Guardei o Amor
Nando Reis


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

quinta-feira, 16 de julho de 2009

ENYA: Voz Angelical que eleva ao sublime


Quando questionam sobre meu gosto musical, sempre digo que sou eclético. Realmente gosto um pouco de tudo, mas ultimamente a doce voz de uma cantora irlandesa chamada Enya, vem me cativando cada vez mais.

Nascida no condado de Donegal, situado ao noroeste da Irlanda, a cantora sempre buscou, em suas letras, inspirar-se na sua terra natal, muito influenciada pela cultura celta.

O auge do sucesso de Enya se deu em 1991 quando lançou o álbum "Shepherd Moons", alcançando o topo das paradas dos Estados Unidos e atingindo a marca de dez milhões de cópias vendidas. Merecidamente Enya conquistou, com este álbum, seu primeiro Grammy Award.

Depois de quatro anos longe das gravadoras, Enya retorna com “The Memory of Trees”. O álbum vendeu oito milhões de cópias e rendeu mais uma premiação do Grammy. Depois de mais cinco anos, a cantora lança o álbum “A Day Without Rain”, que tem como carro-chefe o clássico “Only Time”, tema de Charlize Theron e Keanu Reves no romance “Sweet November” (“Doce Novembro”).

Neste trajetória de sucesso, Enya já vendeu mais de quarenta milhões de cópias. O estilo musical de Enya acalma, levando o ouvinte a contemplar o sublime. A voz angelical, acrescida de suaves acordes eruditos nos remete, inevitavelmente, ao sagrado. Não deixe de ouvir Enya. Eu recomendo.



Confira a melodia Book of Days, do álbum “Shepherd Moons", executada por enya em uma de suas raras apresentações:





Only Time, trilha de Sweet November:




Videoclipe de It's in the Rain:




Tema de "O Senhor dos Anéis" - May it Be:


OBS: Algumas informações foram baseadas no Wikipédia.