sábado, 8 de agosto de 2009

Pais: Heróis em Humanidade


Cuidar e deixar ser cuidado; guiar e deixar ser guiado: qualidades privilegiadas concedidas por Deus aos homens que assumem a paternidade. Defender e ser defendido é tarefa árdua. Não é fácil tomar para si os erros e dores de alguém. Não é fácil curar feridas por meio de palavras doces e encorajadoras. Pais da humanidade, homens vencedores cuja missão é cuidar, guiar, orientar e defender seus filhos e filhas diante das adversidades a que somos expostos cotidianamente.

Paternidade não se restringe somente a laços de sangue. É bem maior que isso! O amor de Pai os une a seus filhos e filhas com laços de amor. Laços consistentes que determinam rumos a serem seguidos durante a vida.

Como canta Zezinho: “Das muitas coisas do meu tempo de criança, guardo vivo na lembrança, o aconchego de meu lar...” Sabedoria paterna, longas conversas na varanda determinam a imprecisão do tempo. A vida não parece passar quando somos acolhidos/a em braços afetuosos e protetores. Homens sábios, como o Bom Pastor que orientam nossas escolhas. Essa é a missão de Pais da humanidade: proteger seus filhos das armadilhas da vida.

Pais... Verdadeiros mártires como Dom Hélder, Dom Oscar Romero, entre outros que a serviço da comunidade e da Igreja adotaram milhares de filhos e filhas para o caminho da justiça. São Francisco... Que bom seria se o sentimento paterno fosse orientado por preceitos franciscanos... Francisco jamais teve a graça de ser pai biológico, mas cuidou para que a vida tivesse vida em abundância. Foi Filho, foi Irmão e foi Pai, a medida que considerava a natureza como mãe e a morte como irmã.

Existem pais privilegiados, mas que não dão conta de ampliar tal condição para o coletivo. Mártires têm essa capacidade humanitária, essa coragem vencedora. Deixar de ser Pai apenas dentro de casa e lutar pelo coletivo visando ao bem estar comunitário justifica a condição humana da paternidade.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

AH1N1: CONSPIRAÇÃO?

Caro leitor, você acredita na teoria da conspiração? Pois bem, de acordo com dados divulgados em um vídeo argentino, a nova gripe AH1N1 não passa de um mero subterfúgio para alavancar as vendas de um produto farmacêutico. Apesar de algumas informações errôneas, o vídeo é perspicaz à medida que apresenta um paralelo entre as diversas pandemias divulgadas na história. Confira e tire suas próprias conclusões.

sábado, 1 de agosto de 2009

DICA DE CINEMA



















LATTER DAYS: Fé x Homossexualidade

Vivemos em uma sociedade hipócrita. Simplesmente atuamos, como verdadeiros atores sociais que escondem as imperfeições da face por meio de maquiagens e máscaras. Isso não é novidade para ninguém. Nosso modo de ser, agir e pensar passa pelo crivo de dogmas religiosos, relações interpessoais, mercado de trabalho, universidades, dentre muitos outros elementos sociais. Existe autenticidade? Quem ou o que realmente somos?

Com base em tal perspectiva, podemos analisar o filme “Latter Days” (2003) como uma obra que tenta desmascarar a hipocrisia social. A produção provocou controvérsias antes mesmo da estreia nos cinemas americanos, recebendo intensa censura devido à complexidade do tema abordado. Tal repressão apenas corrobora o teor hipócrita de uma sociedade mascarada.

O filme narra a saga de Aaron Davis(Steve Sandvoss), jovem Mórmon confuso no que diz respeito à própria orientação sexual. Único filho de uma família conservadora, Aaron se muda para Los Angeles para desempenhar seu papel de missionário. Paralelamente ao tradicional Aaron, temos Christian (Wes Ramsey), homossexual assumido cuja vida se resume a festas e promiscuidades na grande Los Angeles. Vidas paralelas que se cruzam por ironias do destino.

Aaron passa a morar no mesmo condomínio que Christian. A cada encontro, a atração se estampa no olhar. Simples gestos dão a entender que o interesse é recíproco. No entanto, na primeira oportunidade de contato físico, Aaron se deixa dominar pela incerteza. Mais tarde, o atrito se transforma em uma delicada paixão.

Em uma ocasião, os demais missionário Mórmons flagram a relação entre os dois jovens. O fato acarreta sérias consequências a Aaron, inclusive sua excomunhão. A partir daí o filme gira em torno da persistência de Christian em procurar e recuperar seu grande amor. O preconceito e a repressão familiar são ressaltados a cada instante. Paradoxalmente, todo o amor e zelo que Aaron recebia da família se converte em asco e vergonha quando a descoberta vem à tona. Uma família de referências e confianças jamais poderia aceitar um filho homossexual, tanto é que não medem esforços para “curar” Aaron. Os obstáculos a serem enfrentados pelo dois são intensos e dolorosos.

“Latter Days” conflui sensualidade, sensibilidade, drama, comédia e romance. É um filme de densidade rara ao abordar as discrepâncias existentes entre religião e homossexualidade, focando a hipocrisia e o preconceito de uma forma jamais vista no cinema mundial. Fica a pergunta: Será que um Deus bondoso e compassivo puniria um filho cuja vida é propagar a fé, unicamente pelo fato de este ser homossexual? É o que a obra almeja responder.

Confira trechos do polêmico filme:


sábado, 25 de julho de 2009

Milhares de fiéis contemplam a casa da Mãe

Durante todo o ano, a cidade de Aparecida, localizada ao vale do Rio Paraíba, (SP) é visitada por milhares de devotos de Nossa Senhora. O local traduz todo o sentimento que rege a fé do povo brasileiro, orientada pela harmonia comunitária e amor fraterno. Nos 365 dias do ano, ininterruptamente, mares de fiéis contemplam a fé na Padroeira do Brasil.

Graças atendidas justificam o teor da fé, que se traduz quando nos deparamos com romeiros que vão a Aparecida com o intuito de “pagar promessas”. A ideia pode parecer contraditória, visto que o amor de Nossa Senhora é gratuito, não exige recompensas. Mas a fé ardorosa do povo brasileiro, o leva a praticar atos de “opressão” ao próprio corpo com o intuito de agradecer à mãe. Ledo engano. Os estigmas da carne, cicatrizes efêmeras, não cessam as marcas da alma.

O que segrega o povo latino das demais etnias é justamente a emoção. Vivenciamos os momentos de forma integral, isto é, nos doamos por inteiros mediante os fatos da vida. Essa entrega da alma é claramente explícita pelos fiéis romeiros de Aparecida.

Vale a pena visitar a casa da Mãe pelo menos uma vez ao ano. Mas, se você ainda não teve essa oportunidade, não se decepcione. O amor de Maria é sublime, grandioso e abrange todos os filhos e filhas. Agradecer pelas graças recebidas, de forma silenciosa e autorreflexiva, é uma excelente maneira de chegar até o grandioso coração da Mãe.



No dia 18 de Julho este blogueiro teve o privilégio de passar um dia na Casa da Mãe, juntamente com pessoas muito especiais! Confira as fotos:







quinta-feira, 16 de julho de 2009

ENYA: Voz Angelical que eleva ao sublime


Quando questionam sobre meu gosto musical, sempre digo que sou eclético. Realmente gosto um pouco de tudo, mas ultimamente a doce voz de uma cantora irlandesa chamada Enya, vem me cativando cada vez mais.

Nascida no condado de Donegal, situado ao noroeste da Irlanda, a cantora sempre buscou, em suas letras, inspirar-se na sua terra natal, muito influenciada pela cultura celta.

O auge do sucesso de Enya se deu em 1991 quando lançou o álbum "Shepherd Moons", alcançando o topo das paradas dos Estados Unidos e atingindo a marca de dez milhões de cópias vendidas. Merecidamente Enya conquistou, com este álbum, seu primeiro Grammy Award.

Depois de quatro anos longe das gravadoras, Enya retorna com “The Memory of Trees”. O álbum vendeu oito milhões de cópias e rendeu mais uma premiação do Grammy. Depois de mais cinco anos, a cantora lança o álbum “A Day Without Rain”, que tem como carro-chefe o clássico “Only Time”, tema de Charlize Theron e Keanu Reves no romance “Sweet November” (“Doce Novembro”).

Neste trajetória de sucesso, Enya já vendeu mais de quarenta milhões de cópias. O estilo musical de Enya acalma, levando o ouvinte a contemplar o sublime. A voz angelical, acrescida de suaves acordes eruditos nos remete, inevitavelmente, ao sagrado. Não deixe de ouvir Enya. Eu recomendo.



Confira a melodia Book of Days, do álbum “Shepherd Moons", executada por enya em uma de suas raras apresentações:





Only Time, trilha de Sweet November:




Videoclipe de It's in the Rain:




Tema de "O Senhor dos Anéis" - May it Be:


OBS: Algumas informações foram baseadas no Wikipédia.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

12° INTERECLESIAL DAS CEBs

Preparação para o 12° Intereclesial das CEBs

No dia 5 de julho tive a oportunidade de participar, na cidade de Santópolis do Aguapeí, da celebração de envio para o 12° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de base (CEBs). O objetivo do evento foi orientar e conduzir os missionários da diocese de Araçatuba para o projeto de evangelização a ser realizado em Porto Velho (RO).

Iniciado em 1975, os Intereclesiais mostram a caminhada das CEBs e a cada edição apresenta um tema relacionado à realidade vivida pelo povo. Neste ano o tema é “CEBs: Ecologia e Missão” e o lema: “Do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia.” O encontro a ser realizado entre os dias 21 e 25 de julho tem a intenção de efetivar a proposta deixada por Jesus, além de buscar soluções para a questão da ecologia. O pensamento que rege as CEBs é o fato de que uma Igreja que se isola em um “mundinho” fechado e não aspira por transformação, não passa de uma Igreja inútil.

Ser Igreja é buscar condições de vida dignas a toda a comunidade. O tema deste ano é relevante pelo fato de a Amazônia ser uma região fundamental a vida do mundo. O Intereclesial promoverá a ideia de que é possível viver em sintonia com o meio ambiente, desfrutando dele sem prejudicá-lo.

A dignidade dos povos que habitam aquela região também será evidenciada. A sabedoria indígena deve ser respeitada, mas para tanto, é necessário conhecê-la em sua essência. Tal conhecimento se tornará eficaz à medida que quebrarmos quaisquer formas de preconceitos. Estereótipos só podem ser dissipados quando valorizamos a capacidade de dialogar.

CEBs

As comunidades Eclesiais de Base são comunidades cristãs formadas por pessoas de regiões próximas que se reúnem para refletir sobre os ensinamentos de Deus, e acima de tudo, que procuram concretizar tais ensinamentos. Quatro pilares sustentam as CEBs: a fé, os sacramentos, a comunhão e a missão.

Essas comunidades são respostas ao chamado de Jesus que nos exorta e viver no amor. Simplesmente ouvir a Palavra de Deus é uma atitude passiva. O que Ele nos ensina é viver e trabalhar para a comunidade, sempre com base em Seus ensinamentos. A missão concedida a cada um de nós é colocada em prática pelos membros das CEBs que almejam transformar a realidade, incitando uma abertura de conscientização política, social e econômica, visando ao bem estar geral.

Desejo sorte a todos os delegados que levarão para o 12° Intereclesial os anseios do povo de nossa região, em especial minhas amigas Talita e Baxinha. Deixo aqui a bela mensagem apresentada na música “Missão de todos nós”: O Deus que me criou, me quis me consagrou, para anunciar o seu amor. Eu sou como a chuva em terra seca; pra saciar, fazer brotar, eu vivo para amar e pra servir.

Isso mesmo! É missão de todos nós. A chuva em terra seca faz brotar árvores frondosas.


Confira agora algumas fotos da bela celebração de envio:

Meus amigos Fernanda e Rafael (partes de uma equipe privilegiada) apresentam a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos nós. Ela guiará nossos delegados!




Dos galhos secos de uma árvore, brotaram os anseios de um povo...




Momento do envio: os delegados serão nossos representantes no Intereclesial. Os anseios de um povo... O grito que vem da Amazônia! A terra ungida na fronte simboliza as partes de um todo que se tornarão um só! Isso é Unidade: pré-requisito da verdadeira essência cristã!





Confira agora o vídeo do 11° Intereclesial realizado em 2005 em Minas Gerais. Repare a diversidade cultural e o espírito ecumênico, característica inerente às CEBs:

domingo, 28 de junho de 2009

The King of Pop

Quinta-feira, dia 25 de junho, final de tarde. Ligo a TV e me deparo com uma triste notícia: morre Michael Jackson. Coloco-me cético frente a tal informação. Inevitavelmente penso que esta seria mais uma criativa forma de autopromoção, visto que o astro voltaria aos palcos no dia 13 de julho. No entanto, a suspeita logo se esvai à medida que o fato se propaga. Sim, era verdade. O mundo perdeu o Rei do Pop.

A vida de Michael foi marcada por polêmicas que vão desde repentinas transformações visuais até suspeitas de pedofilia. No início dos anos 80, mais precisamente em 1982, o ídolo alcançava seu auge, ocupando o the top of the tops nas paradas mundiais com o hit Thriller. O álbum ainda é o recordista de vendas na história da indústria fonográfica mundial. O que não se esperava é que após momentos de glória, a vida do astro se transformaria em um verdadeiro thriller. Após o estrondoso sucesso, tudo o que seria produzido em seguida, seria comparado à produção anterior. Lançado em 1987, dois anos após Thriller, o álbum Bad foi considerado frustrante.

Durante a infância, Jacko, como era conhecido, viveu uma rotina atípica, diferente das outras crianças. Suas felizes aparições diante das câmeras de TV eram mascaradas por frequente violência e exploração por parte do pai, que o obrigava a aperfeiçoar-se como artista em tempo integral. Algoz ou não, a intervenção paterna levou o astro a conhecer as peripécias da fama desde cedo. Plantou e colheu glórias, mas pagou caro por isso.

No final da década de 1980, Jackson passa a transformar-se progressivamente. Avanços tecnológicos o garantem a possibilidade de aderir à aprimoradas formas de manipulação estética. Entretanto, as constantes alterações visuais vão, a cada instante, distanciando o cantor, do ponto de vista físico, do garoto prodígio que fazia sucesso na década de 1970 cantando ABC no grupo Jacson Five.

As inúmeras intervenções cirúrgicas passam a ter resultado cada vez mais excêntricos. O ídolo foi se descolorindo aos poucos, em todos os sentidos. Transformou-se em uma espécie de máscara artificial.

Apesar de toda a excentricidade próxima à bizarrice que tanto marcou a vida de Michael, não se pode negar que o astro marcou uma geração. Não existe alguém que nunca se deixou contagiar pelo ritmo eletrizante de Thriller e Beat it. Jackson cumpriu sua missão: a de revolucionar toda a história da música mundial, servindo de inspiração para tudo o que surgisse depois. Será sempre lembrado como The King of Pop.

THRILLER AO VIVO

BEAT IT, mais um grande sucesso

WE ARE THE WORLD