Cansei da frieza e padronização dos textos acadêmicos. A corrida contra o tempo com o intuito de respeitar a burocratização que nos obrigava a respeitar prazos, me impedia de fazer coisas que me dão prazer. Atualizar este espaço, por exemplo, é algo que há muito tempo não faço. Aqui a única cancela pela qual meus textos devem passar sou eu mesmo. Portanto, posso usar e abusar do jogo de palavras que, conforme são exteriorizadas, refletem sentimentos enraizados. Aqui sou o único gatekeeper. Apenas eu seleciono o que produzo e publico. Portanto, nada me impede de expor com pinceladas carregadas tudo o que sinto. Nada me impede de errar, repetir ideias. Nada. Quem quiser ler, que o faça e comente.
Os últimos dias foram extremamente conturbados. Quase surtei. Estava convicto de que todos os meus sonhos iriam por água abaixo. Parecia que o universo conspirava contra. Mas, como diz um certo jargão, a vida é uma escola. As conturbações auxiliaram-me a confiar nas capacidades de cada integrante de meu grupo de TCC, comprovando a verdade de outro senso comum que diz “A união faz a força”. Resultado: deu tudo certo. O trabalho foi concluído e, sem falsa modéstia, ficou muito bom. Estamos aguardando apenas a apresentação à banca.
A vida sempre me ensinou que perante o caos o melhor a fazer é manter a calma. Foi o que fiz desde o princípio. Certo de que desesperos não nos levariam a nada, jamais aparentei nervosismos (na verdade, revelo uma coisa: costumo guardá-los para mim e liberá-los de outras formas, sem magoar muitas pessoas...).
Depois de tudo isso, posso afirmar que me sinto mais maduro, dono de mim. É apenas o começo de uma nova etapa, mas o que vivi junto a meus amigos já serviria de enredo para um grande best seller. Já somos vitoriosos! Outras conquistas estão por vir. O TCC foi apenas um singelo começo.
No decorrer de todo o processo, vi despertar uma nova paixão. A certeza de que é possível transformar as pessoas tem me perseguido (e atormentado, no melhor sentido do termo). Isto me incita a pesquisar descobertas em futuros estudos... Vamos em frente!
domingo, 14 de novembro de 2010
DILMA ROUSSEFF, uma das pessoas mais PODEROSAS do mundo

O texto abaixo é de autoria de um grande amigo (detalhe: não o conheço pessoalmente, mas a literatura e o saber nos torna próximos), Rômulo Gomes. Ele é do Nordeste e, como não poderia deixar de ser, extremamente sábio. confira o que ele diz sobre a candidatura de Dilma!
Por Rômulo Gomes*
A nova presidentA (com ênfase no feminino) do Brasil, Dilma Rousseff, entrou recentemente, para a lista das pessoas mais poderosas do mundo, segundo o ranking da conceituada revista norte-americana Forbes. A mais recente ingressa na política brasileira, é considerada pela imprensa internacional como uma “ex-guerrilheira”, que lutou contra a ditadura militar em seu país e hoje, ocupa o 16° lugar na lista, estando à frente de pessoas internacionalmente conhecidas como é o caso do presidente da França Nicolas Sarkosy (que ocupa o 19°) e do fundador da Aplee, Steve Jobs (17°). Ainda, uma matéria no jornal The Independent publicada logo após a eleição tece elogios a nossa presidenta em uma longa reportagem e a compara com chanceler da Alemanha Angela Merkel e com a secretária de estado dos EUA, Hillary Clinton, mulheres de destaque na política mundial.
Vale destacar que independentemente de partidos e coligações, escândalos e outros, a vitória de Dilma representa um avanço para a política nacional. Um olhar diferente, uma nova face, pois historicamente a mulher em nosso país é vista como aquela que está à sombra do homem, aquela que só sabe e deve cuidar dos afazeres domésticos, preparar os filhos para a escola e esquentar a janta para o marido quando chegar do trabalho. A presença de uma mulher em cargos de prestígio e destaque como é o caso do presidente da república significa dizer que MUDAMOS, que queremos coisa nova, que acreditamos que a mulher é tão capaz quanto o homem, que os tempos são outros, onde as oportunidades entre homens e mulheres estão cada vez mais próximas e somos avaliados por nossa competência e não pelo sexo.
Assim, a famosa e preconceituosa história de que mulher é o sexo frágil está cada vez mais em desuso, se extinguindo, fora de moda – e não podia ser diferente! Dilma vem consolidar o que muitos já sabiam e até temiam: A MULHER APRENDEU A CAMINHAR SOZINHA, e aprendeu tão bem que evoca respeito, admiração e estima para uns, enquanto para outros é motivo de inveja, medo e ameaça.
Contudo, estamos vivendo na era das mulheres, e não são quaisquer mulheres, a exemplo das três que expus aqui e da nova Governadora no nosso estado, a Senhora Rosalba Ciarlini. Todas essas são mulheres fortes, inteligentes, capazes, guerreiras, longe daquela imagem feminina de décadas atráz ou daquela da idade média onde eram submissas e maltratadas somente pelo fato de terem nascido mulher. As mulheres deste século estão cada vez mais preparadas para a vida moderna e seus desafios, são possuidoras de conhecimentos – e sabem disso, o que as tornam mais “poderosas” ainda.
Hoje, ser mulher não é mais questão de subordinação, mas sim, força, vida, como diz a professora Margarete em um poema “A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisoteada, nem da cabeça para ser superior, mas sim, do lado para ser igual... debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada”.
Parece-me que a mulher moderna têm levado essa questão ao pé da letra, para desespero de muitos homens (RIZOS...).
*GRADUANDO DO 6° PERÍODO
DE LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA, UERN/CAPWSL.
sábado, 25 de setembro de 2010
Da capacidade de tecer o próprio mundo...

“Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
[...]Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.”
O trecho faz parte do primoroso conto de Marina Colasanti intitulado “A Moça Tecelã”. O texto, extremamente dotado de sensibilidade, apresenta uma jovem que costuma tecer exaustivamente. Ela tece, tece e tece. A máquina de tecer é sua única e mais fiel companhia. Eis que certo dia a moça descobre ser detentora de um dom muito especial: seus sonhos poderiam se tornar realidade por meio dos fios de sua máquina de tecer, isto a faz construir um mundo ideal a sua volta.
Ela tinha tudo. Porém, ao sentir-se dominada por uma desamparada solidão, resolve criar um marido, utilizando-se dos fios mais fortes, belos e nobres. Surgem muitos planos e sonhos. Ela idealiza uma vida perfeita ao lado do companheiro desenhado conforme seus ideais.
O homem, no entanto, ao perceber a habilidade da moça, cresceu em ambição, mal que o levou a trancafiá-la e exigir coisas absurdas. O tão desejado amor não mais existia. Tornou-se pesadelo.
Perspicaz, a moça decide desfazer-se de toda a riqueza inútil e do próprio companheiro que outrora criara por meio de seus fios. Ela destece tudo e reencontra a felicidade, escondida no canto dos pássaros durante a manhã, no balançar das árvores e em toda a simplicidade que a envolvia, mas que havia sido esquecida mediante a riqueza e a maldade do opressor.
O conto nos leva a refletir sobre questões tangíveis à condição humana. Muitas vezes construímos imagens ideais do mundo que nos cerca. Mas o que não percebemos é que aquilo que seria “ideal” nem sempre é o “certo”. Na qualidade de seres pensantes, temos o magnífico dom de tecer nosso próprio mundo. O tecemos a nossa maneira. Prescindimos, no entanto, do real valor significativo das pequenas coisas; esquecemos da simplicidade que gratuitamente embeleza cada instante.
A busca pelo sucesso nos leva a, incondicionalmente, buscar a perfeição. Ao exigirmos muito de nós mesmos passamos a ignorar o mundo que nos cerca. É válido reservar alguns instantes para destecer um mundo idealizado e passar a confrontar a realidade tal como ela é. Deixar, ao menos um pouco, de viver utopicamente pode ser válido e é um bom passo para a busca da tão almeja felicidade, aspirada por todo ser humano. Somos tecelões de nossa própria história. Saibamos selecionar fios nobres e consistentes. A escolha é nossa...
domingo, 19 de setembro de 2010
Me apaixonei por Clarice Lispector. Ela apareceu meio que por acaso em um momento de minha vida no qual suas palavras agiram terapeuticamente. Mulher de garra, mulher sensível, mulher batalhadora. Mulher. Simplesmente mulher. Cada palavra sua tem a capacidade de tocar profundamente no coração. Ela consegue limpar as impurezas que surgem e afligem este músculo tão necessário a nossa existência.
Para Clarice, tudo é possível. Por meio de seus dizeres sublimes, uma tal Macabéa pôde acreditar em si mesma, mesmo após a barbárie, conquistando seu lugar... sua estrela.
Ao ler Clarice, penso que é possível tocar as estrelas do céu. Ela transmite confiança em mim mesmo. Ela consegue fazer germinar as sementes do bem que possuo em mim mesmo. Ela faz brotar de mim aquilo que tenho de melhor, e transmitir ao mundo meus mais genuínos sentimentos...
Dedico este espaço à Clarice: poetiza... Mulher...
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Para Clarice, tudo é possível. Por meio de seus dizeres sublimes, uma tal Macabéa pôde acreditar em si mesma, mesmo após a barbárie, conquistando seu lugar... sua estrela.
Ao ler Clarice, penso que é possível tocar as estrelas do céu. Ela transmite confiança em mim mesmo. Ela consegue fazer germinar as sementes do bem que possuo em mim mesmo. Ela faz brotar de mim aquilo que tenho de melhor, e transmitir ao mundo meus mais genuínos sentimentos...
Dedico este espaço à Clarice: poetiza... Mulher...
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
domingo, 12 de setembro de 2010
Primeiros Versos (3)
Este espaço se dedica ao relato de imagens observadas no cotidiano...
Lá estava ela sentada na varanda vendo a vida passar. Retratos do passado a atormentavam, ao mesmo tempo em que a faziam recordar bons momentos vividos. Realidade distante era o sorriso que carregava nos lábios. Sorriso farto, acolhedor, fraterno e compassivo. Tudo mudou... As gargalhadas deram lugar a um ar sombrio, cansado, lúgubre.
As imagens de outrora foram apagadas desde o momento daquela partida... Viver, então, tornou-se para aquela criatura apenas uma obrigação. Martírio. Como mais um corpo inerte fadado ao fracasso, costuma plantar a cada instante as sementes do desespero e da angústia. Há de colhê-los...
Lá estava ela sentada na varanda vendo a vida passar. Retratos do passado a atormentavam, ao mesmo tempo em que a faziam recordar bons momentos vividos. Realidade distante era o sorriso que carregava nos lábios. Sorriso farto, acolhedor, fraterno e compassivo. Tudo mudou... As gargalhadas deram lugar a um ar sombrio, cansado, lúgubre.
As imagens de outrora foram apagadas desde o momento daquela partida... Viver, então, tornou-se para aquela criatura apenas uma obrigação. Martírio. Como mais um corpo inerte fadado ao fracasso, costuma plantar a cada instante as sementes do desespero e da angústia. Há de colhê-los...
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Quem acompanha este espaço já deve ter percebido que sou um grande admirador da literatura. Sendo assim, gosto de compartilhar com meus leitores textos que leio e que geram em mim algum tipo de sentimento. Há pouco tempo, tive a oportunidade de conhecer um poeta potiguar de inteligência inigualável, como é de praxe ao povo daquela região. Ele escreve com o coração e, sobretudo, com a alma. É de autoria desse meu amigo os versos abaixo. Simples, singelo, belo e profundo... Escrever não é ofício para qualquer um; é preciso ter algo especial...
AMADO
Por Rômulo Gomes*
Quando a comida perder o sabor,
As cores desbotarem,
O doente não sentir dor e
Os raios do sol tão forte brilharem,
Não adianta se esconder,
Não adianta chorar,
Não adianta correr:
É só amar.
(*) Rômulo Gomes é um santanense apaixonado por literatura,
poesia. Está no 6° período do curso de Letras/Português – UERN/Assu
e trabalha atualmente como Vice-Diretor numa escola do município de Santana
do Matos (cidade da região central do estado do RN)
AMADO
Por Rômulo Gomes*
As cores desbotarem,
O doente não sentir dor e
Os raios do sol tão forte brilharem,
Não adianta se esconder,
Não adianta chorar,
Não adianta correr:
É só amar.
(*) Rômulo Gomes é um santanense apaixonado por literatura,
poesia. Está no 6° período do curso de Letras/Português – UERN/Assu
e trabalha atualmente como Vice-Diretor numa escola do município de Santana
do Matos (cidade da região central do estado do RN)
domingo, 5 de setembro de 2010
Tempos de Inocência...
Hoje resolvi me livrar das coisas supérfluas do passado. Nada melhor do que reservar um tempinho para remoer coisas antigas. Encontrei resquícios de um tempo bom no qual imperava a inocência de um jovem estudante sonhador. Textos, imagens, desenhos... Tudo revela os sonhos daquela criança que ficou para trás. É incrível notar como o pensamento e as ideias evoluem! Realmente a lei natural das coisas de fato existe. Jamais seremos hoje o que fomos ontem.
Ao vasculhar as páginas de um velho caderno percebi o início de minha vocação para a área de humanidades. Enquanto as atividades avaliativas de matemática oscilavam com notas satisfatórias apenas para se “passar de ano”, as referentes à português e literatura eram acompanhadas de imensos recados elogiosos de meus mestres... Penso que certas destrezas são dons inatos.
Como já disse Rubem Alves, “todo texto prazeroso conta uma mentira. Ele esconde as dores da gestação e do parto”. Era justamente isso que eu fazia no passado: inventava realidades; divulgava no papel aquilo que gostaria de viver e que as pessoas vivenciassem... Talvez fosse isso que me proporcionava tanto prazer pela arte de escreve: sonhar, descobrir mundos, dar possibilidades... Que bons foram os tempos de inocência... Mas tudo muda... Tudo passa...Nada será do jeito que já foi um dia...
Ao vasculhar as páginas de um velho caderno percebi o início de minha vocação para a área de humanidades. Enquanto as atividades avaliativas de matemática oscilavam com notas satisfatórias apenas para se “passar de ano”, as referentes à português e literatura eram acompanhadas de imensos recados elogiosos de meus mestres... Penso que certas destrezas são dons inatos.
Como já disse Rubem Alves, “todo texto prazeroso conta uma mentira. Ele esconde as dores da gestação e do parto”. Era justamente isso que eu fazia no passado: inventava realidades; divulgava no papel aquilo que gostaria de viver e que as pessoas vivenciassem... Talvez fosse isso que me proporcionava tanto prazer pela arte de escreve: sonhar, descobrir mundos, dar possibilidades... Que bons foram os tempos de inocência... Mas tudo muda... Tudo passa...Nada será do jeito que já foi um dia...
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