sábado, 25 de julho de 2009

Milhares de fiéis contemplam a casa da Mãe

Durante todo o ano, a cidade de Aparecida, localizada ao vale do Rio Paraíba, (SP) é visitada por milhares de devotos de Nossa Senhora. O local traduz todo o sentimento que rege a fé do povo brasileiro, orientada pela harmonia comunitária e amor fraterno. Nos 365 dias do ano, ininterruptamente, mares de fiéis contemplam a fé na Padroeira do Brasil.

Graças atendidas justificam o teor da fé, que se traduz quando nos deparamos com romeiros que vão a Aparecida com o intuito de “pagar promessas”. A ideia pode parecer contraditória, visto que o amor de Nossa Senhora é gratuito, não exige recompensas. Mas a fé ardorosa do povo brasileiro, o leva a praticar atos de “opressão” ao próprio corpo com o intuito de agradecer à mãe. Ledo engano. Os estigmas da carne, cicatrizes efêmeras, não cessam as marcas da alma.

O que segrega o povo latino das demais etnias é justamente a emoção. Vivenciamos os momentos de forma integral, isto é, nos doamos por inteiros mediante os fatos da vida. Essa entrega da alma é claramente explícita pelos fiéis romeiros de Aparecida.

Vale a pena visitar a casa da Mãe pelo menos uma vez ao ano. Mas, se você ainda não teve essa oportunidade, não se decepcione. O amor de Maria é sublime, grandioso e abrange todos os filhos e filhas. Agradecer pelas graças recebidas, de forma silenciosa e autorreflexiva, é uma excelente maneira de chegar até o grandioso coração da Mãe.



No dia 18 de Julho este blogueiro teve o privilégio de passar um dia na Casa da Mãe, juntamente com pessoas muito especiais! Confira as fotos:







quinta-feira, 16 de julho de 2009

ENYA: Voz Angelical que eleva ao sublime


Quando questionam sobre meu gosto musical, sempre digo que sou eclético. Realmente gosto um pouco de tudo, mas ultimamente a doce voz de uma cantora irlandesa chamada Enya, vem me cativando cada vez mais.

Nascida no condado de Donegal, situado ao noroeste da Irlanda, a cantora sempre buscou, em suas letras, inspirar-se na sua terra natal, muito influenciada pela cultura celta.

O auge do sucesso de Enya se deu em 1991 quando lançou o álbum "Shepherd Moons", alcançando o topo das paradas dos Estados Unidos e atingindo a marca de dez milhões de cópias vendidas. Merecidamente Enya conquistou, com este álbum, seu primeiro Grammy Award.

Depois de quatro anos longe das gravadoras, Enya retorna com “The Memory of Trees”. O álbum vendeu oito milhões de cópias e rendeu mais uma premiação do Grammy. Depois de mais cinco anos, a cantora lança o álbum “A Day Without Rain”, que tem como carro-chefe o clássico “Only Time”, tema de Charlize Theron e Keanu Reves no romance “Sweet November” (“Doce Novembro”).

Neste trajetória de sucesso, Enya já vendeu mais de quarenta milhões de cópias. O estilo musical de Enya acalma, levando o ouvinte a contemplar o sublime. A voz angelical, acrescida de suaves acordes eruditos nos remete, inevitavelmente, ao sagrado. Não deixe de ouvir Enya. Eu recomendo.



Confira a melodia Book of Days, do álbum “Shepherd Moons", executada por enya em uma de suas raras apresentações:





Only Time, trilha de Sweet November:




Videoclipe de It's in the Rain:




Tema de "O Senhor dos Anéis" - May it Be:


OBS: Algumas informações foram baseadas no Wikipédia.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

12° INTERECLESIAL DAS CEBs

Preparação para o 12° Intereclesial das CEBs

No dia 5 de julho tive a oportunidade de participar, na cidade de Santópolis do Aguapeí, da celebração de envio para o 12° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de base (CEBs). O objetivo do evento foi orientar e conduzir os missionários da diocese de Araçatuba para o projeto de evangelização a ser realizado em Porto Velho (RO).

Iniciado em 1975, os Intereclesiais mostram a caminhada das CEBs e a cada edição apresenta um tema relacionado à realidade vivida pelo povo. Neste ano o tema é “CEBs: Ecologia e Missão” e o lema: “Do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia.” O encontro a ser realizado entre os dias 21 e 25 de julho tem a intenção de efetivar a proposta deixada por Jesus, além de buscar soluções para a questão da ecologia. O pensamento que rege as CEBs é o fato de que uma Igreja que se isola em um “mundinho” fechado e não aspira por transformação, não passa de uma Igreja inútil.

Ser Igreja é buscar condições de vida dignas a toda a comunidade. O tema deste ano é relevante pelo fato de a Amazônia ser uma região fundamental a vida do mundo. O Intereclesial promoverá a ideia de que é possível viver em sintonia com o meio ambiente, desfrutando dele sem prejudicá-lo.

A dignidade dos povos que habitam aquela região também será evidenciada. A sabedoria indígena deve ser respeitada, mas para tanto, é necessário conhecê-la em sua essência. Tal conhecimento se tornará eficaz à medida que quebrarmos quaisquer formas de preconceitos. Estereótipos só podem ser dissipados quando valorizamos a capacidade de dialogar.

CEBs

As comunidades Eclesiais de Base são comunidades cristãs formadas por pessoas de regiões próximas que se reúnem para refletir sobre os ensinamentos de Deus, e acima de tudo, que procuram concretizar tais ensinamentos. Quatro pilares sustentam as CEBs: a fé, os sacramentos, a comunhão e a missão.

Essas comunidades são respostas ao chamado de Jesus que nos exorta e viver no amor. Simplesmente ouvir a Palavra de Deus é uma atitude passiva. O que Ele nos ensina é viver e trabalhar para a comunidade, sempre com base em Seus ensinamentos. A missão concedida a cada um de nós é colocada em prática pelos membros das CEBs que almejam transformar a realidade, incitando uma abertura de conscientização política, social e econômica, visando ao bem estar geral.

Desejo sorte a todos os delegados que levarão para o 12° Intereclesial os anseios do povo de nossa região, em especial minhas amigas Talita e Baxinha. Deixo aqui a bela mensagem apresentada na música “Missão de todos nós”: O Deus que me criou, me quis me consagrou, para anunciar o seu amor. Eu sou como a chuva em terra seca; pra saciar, fazer brotar, eu vivo para amar e pra servir.

Isso mesmo! É missão de todos nós. A chuva em terra seca faz brotar árvores frondosas.


Confira agora algumas fotos da bela celebração de envio:

Meus amigos Fernanda e Rafael (partes de uma equipe privilegiada) apresentam a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos nós. Ela guiará nossos delegados!




Dos galhos secos de uma árvore, brotaram os anseios de um povo...




Momento do envio: os delegados serão nossos representantes no Intereclesial. Os anseios de um povo... O grito que vem da Amazônia! A terra ungida na fronte simboliza as partes de um todo que se tornarão um só! Isso é Unidade: pré-requisito da verdadeira essência cristã!





Confira agora o vídeo do 11° Intereclesial realizado em 2005 em Minas Gerais. Repare a diversidade cultural e o espírito ecumênico, característica inerente às CEBs:

domingo, 28 de junho de 2009

The King of Pop

Quinta-feira, dia 25 de junho, final de tarde. Ligo a TV e me deparo com uma triste notícia: morre Michael Jackson. Coloco-me cético frente a tal informação. Inevitavelmente penso que esta seria mais uma criativa forma de autopromoção, visto que o astro voltaria aos palcos no dia 13 de julho. No entanto, a suspeita logo se esvai à medida que o fato se propaga. Sim, era verdade. O mundo perdeu o Rei do Pop.

A vida de Michael foi marcada por polêmicas que vão desde repentinas transformações visuais até suspeitas de pedofilia. No início dos anos 80, mais precisamente em 1982, o ídolo alcançava seu auge, ocupando o the top of the tops nas paradas mundiais com o hit Thriller. O álbum ainda é o recordista de vendas na história da indústria fonográfica mundial. O que não se esperava é que após momentos de glória, a vida do astro se transformaria em um verdadeiro thriller. Após o estrondoso sucesso, tudo o que seria produzido em seguida, seria comparado à produção anterior. Lançado em 1987, dois anos após Thriller, o álbum Bad foi considerado frustrante.

Durante a infância, Jacko, como era conhecido, viveu uma rotina atípica, diferente das outras crianças. Suas felizes aparições diante das câmeras de TV eram mascaradas por frequente violência e exploração por parte do pai, que o obrigava a aperfeiçoar-se como artista em tempo integral. Algoz ou não, a intervenção paterna levou o astro a conhecer as peripécias da fama desde cedo. Plantou e colheu glórias, mas pagou caro por isso.

No final da década de 1980, Jackson passa a transformar-se progressivamente. Avanços tecnológicos o garantem a possibilidade de aderir à aprimoradas formas de manipulação estética. Entretanto, as constantes alterações visuais vão, a cada instante, distanciando o cantor, do ponto de vista físico, do garoto prodígio que fazia sucesso na década de 1970 cantando ABC no grupo Jacson Five.

As inúmeras intervenções cirúrgicas passam a ter resultado cada vez mais excêntricos. O ídolo foi se descolorindo aos poucos, em todos os sentidos. Transformou-se em uma espécie de máscara artificial.

Apesar de toda a excentricidade próxima à bizarrice que tanto marcou a vida de Michael, não se pode negar que o astro marcou uma geração. Não existe alguém que nunca se deixou contagiar pelo ritmo eletrizante de Thriller e Beat it. Jackson cumpriu sua missão: a de revolucionar toda a história da música mundial, servindo de inspiração para tudo o que surgisse depois. Será sempre lembrado como The King of Pop.

THRILLER AO VIVO

BEAT IT, mais um grande sucesso

WE ARE THE WORLD


domingo, 21 de junho de 2009

Um banho de água fria

17 de junho. Depois de intensos debates e diversos adiamentos, o Supremo Tribunal Federal opta pela revogação da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista. E o pior: a decisão foi quase unânime. Por oito votos a um, venceu a irracionalidade. De acordo com o célebre ministro Gilmar Mendes, ser jornalista é como ser cozinheiro, ou seja, não é necessário graduação. 

Confesso que ao tomar conhecimento do fato, me senti enganado, como se um banho de água fria levasse embora todos os meus sonhos. Isso mesmo! Foi inevitável pensar frases do tipo: “Estou perdendo tempo e dinheiro”, “O que faço em um curso que não me proporcionará estabilidade?” É melhor não relatar o que pensei sobre Gilmar Mendes, visto que preciso manter a elegância. Esperei para idealizar essa postagem, visto que devido à confluência de sentimentos, não conseguiria, de maneira alguma, ser elegante. 

A meu ver, o STF se baseou na Lei de Talião (aquele que reza “olho por olho, dente por dente”). Explico: se não fosse o trabalho árduo de jornalistas competentes, munidos de bem adquiridas técnicas de apuração, não seriam escancaradas as falcatruas que permeiam as ações do poder judiciário que, por teoria, deveria prezar pela aprovação de leis que beneficiassem a sociedade como um todo. 

A irrisória decisão coloca o Brasil em risco, visto que jornalismo é ciência. Sendo assim, a graduação proporciona aos profissionais, técnicas e conceitos teóricos indispensáveis para o exercício competente da função. Defender a liberdade de expressão é plausível. No entanto, limitar o trabalho de pessoas que passaram quatro anos em uma universidade não condiz com os preceitos de um país democrático.

Pensamento romântico ou não, acredito que o bom senso prevalecerá no mercado de trabalho, levando os contratantes a optarem por verdadeiros jornalistas. Caso profissionais precários passem a dominar o jornalismo, a sociedade também será informada de maneira precária, o que poderá acarretar sérias consequências. 

A meus amigos estudantes de jornalismo, não desanimem. Acredito sinceramente que ainda vale à pena ser jornalista. A concorrência será maior, sem dúvida, mas sempre há espaço para quem é bom. Ser bom não é ter as melhores notas, longe disso, mas estar preocupado em aperfeiçoar-se a cada instante, sugando o máximo dos profissionais que estão a nosso dispor e estar sempre ávido por conhecimento. Estas são as características inerentes a bons profissionais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

19/06: Dia do Sagrado Coração de Jesus


Amor ardoroso

Um amor que transborda em imensidão. Manso, humilde e sereno, capaz de sanar dores e feridas. O coração de Jesus aquece a humanidade com seu ardor. Coração dilacerado envolvido por chamas que crepitam um amor envolvente, que nos queima e transforma nosso ser.

O ardor do Coração de Jesus é em prol dos irmãos e da comunidade. Toda a maldade que nos afasta da comunhão fraterna é corroída pelo fogo do amor. Chama que atinge diretamente nosso interior, purificando nosso coração e fazendo-o semelhante ao do Pai.

Nossas ações devem ser guiadas pela caridade que nos estimula a praticar ações concretas capazes de construir uma comum unidade focada no ardor missionário. Uma Igreja justa é aquela cujas ações são orientadas de acordo com os preceitos de Jesus. Comunidades missionárias ardem de amor pelo próximo e agem em serviços pastorais em virtude da transformação da realidade.
Temos no coração o amor de Jesus! Basta que o deixemos aflorar! Passemos a anunciar ao mundo as maravilhas que Ele fez por nós. Esta é nossa missão, este é o nosso ardor!

domingo, 7 de junho de 2009

Cativeiro Global

Viver em sociedade é um grande desafio. Para ser considerado “normal” aos olhos dos outros, é necessário desempenhar papéis. Por viver em um conjunto de relações, o homem é obrigado a atuar, tornando-se um verdadeiro ator social, vestindo, muitas vezes, a máscara da hipocrisia. Esta máscara rouba a identidade da pessoa, fazendo-a esquecer o que realmente é.

Nosso cotidiano é conturbado. Em um único dia estamos em vários lugares: em casa, no trabalho, na igreja, na escola, etc. Isso nos leva a encarnar diferentes personagens, que nos adaptam às situações vivenciadas. Com o objetivo de atender às expectativas dos que estão ao nosso redor, esquecemos de nossa subjetividade. Aniquilamos nosso próprio ego à medida que passamos a ser o que não somos. Ser pessoa não é nada fácil.

Se passarmos a contrariar a aceitação social, seremos taxados como loucos. Na conturbada sociedade contemporânea, indivíduos realmente autênticos são considerados doentes mentais. Isto porque não vestem máscaras sociais que inibem sua real condição.

A subjetividade humana é sequestrada a cada fração de segundo. O mundo tornou-se um imenso cativeiro. O sistema vigente é o algoz que prende milhares de seres humanos nas celas da alma. Libertar-se de si mesmo é tarefa árdua. Liberdade... A grande utopia social.

Como podemos ser livres se estamos condicionados a ser o que não somos? Que liberdade é essa que nos obriga a enxergar a vida como uma peça de teatro na qual somos os protagonistas? Sim, somos os atores principais desse grande teatro, porém, na condição de personagens, jamais desfrutaremos de uma liberdade plena e, por consequência, permaneceremos em cativeiros sem saída.

Nem mesmo a percepção social provém de nossos conhecimentos acerca do mundo. Nossa visão condiciona-se a elementos tais como o behaviorismo, que nos induzem a enxergar as coisas conforme comportamentos pré-estabelecidos. Na condição de atores, comportamo-nos de acordo com a exigência da situação.

Indivíduos que se desvirtuam das regras sociais são execrados e excluídos do meio. Considerados loucos ou marginais, sofrem uma das maiores repressões: o isolamento. Mais uma vez comprova-se a escassez de liberdade que caracteriza o mundo contemporâneo. Somos protagonistas da história, e devemos agir como tais. Portanto, devemos passar a construir o enredo de nossa peça, somente assim a liberdade será contemplada.