quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Reflexões


O que será a Felicidade? Este é um termo completamente subjetivo. Inúmeras reflexões e opiniões acerca deste tema existem no íntimo de cada ser humano. Ao passo que congregamos experiências de vida, nossa noção de felicidade vai sendo lapidada e, consequentemente, se aprimora. Mas tudo é um processo lento e gradual. A ideia de ser feliz de um idoso é bem diferente a de uma criança.

Com o final do ano, é inevitável que reflexões brotem em nossa mente de maneira inexplicável. Em um dia entediante, decidi sentar-me frente ao computador e escrever sobre a felicidade. Sabe-se lá o por quê. Meu desejo é evitar ser piegas ou “sentimentalóide”. Mas falar de assuntos subjetivos sem correr tal risco é extremamente laborioso.

Mas vamos ao que interessa: creio que ser feliz é uma característica inata. A semente da felicidade é plantada assim que nascemos. Nós mesmos somos os responsáveis por cuidar desta semente a fazer com que ela cresça e gere bons frutos. Em suma, creio que a felicidade é um dom inerente a cada ser humano, não existindo por si só, no mundo exterior.

As incontáveis noções de felicidade pertencem ao vasto rol de experiências que vivenciamos no decorrer de nossa história. Certa vez, dois amigos estavam em um sítio, local muito rústico e completamente distinto da realidade urbana na qual viviam. Para um deles, tudo parecia sublime. Ele sabia contemplar a beleza das flores, o silêncio, a suavidade do balanço das árvores, o som dos animais.... O outro, por sua vez, enxergava tudo isso como um verdadeiro terror. Para este, nada era mais desagradável do que a mansidão do longínquo lugar. Duas pessoas. Duas noções de felicidade. Seis bilhões de pessoas. Seis bilhões de noções de felicidade.

Quem me conhece sabe de minha louca paixão por assuntos subjetivos como este. A meu ver, a magia das ciências humanas se deve principalmente pelo fato de estimular seus pesquisadores a pensar. Não é necessário chegar à uma resposta, a um denominador comum. Caso contrário, roubaria a lógica que permeia as ciências exatas.

É isso que admiro nos poetas. A capacidade de enxergar o mundo com os olhos de um cientista da área de humanidades, isto é, de buscar nas banalidades uma vastidão de significados que os ditos “normais” não são capazes de notar. Almejo ter e aprimorar esta característica privilegiada. Este dom genuíno.

Como ainda não encontrei respostas concretas para o que vem a ser felicidade, seja por falta de maturidade poética, seja porque realmente não existe significado, desejo que 2010 seja um ano em que a humanidade consiga ser feliz! Que dê valor aos pequenos gestos, atitudes e momentos; que se torne mais benevolente e sonhadora; enfim, que aprenda a dar um passo de cada vez... FELIZ 2010!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sem Máscaras: De Olhos Bem Fechados

O texto abaixo foi publicado na edição de 20 de dezembro no jornal Folha da Região. Confira:





Existe uma linha tênue que segrega sonho e realidade. Relações sociais se dão por meio de máscaras capazes de ocultar a imperfeição humana. Absolutamente nada é o que parece ser. Estas são algumas das temáticas utilizadas por Stanley Kubrick em seu último trabalho, “De Olhos Bem Fechados” (Eyes Wide Shut, EUA, 1999).

A narrativa é lenta, estratégia utilizada por Kubrick para levar o espectador a adentrar-se ao íntimo de cada personagem retratada. Alice (Nicole Kidman) e Bill (Tom Cruise) representam um típico casal americano aparentemente perfeito. Após uma discussão, a mulher, sob efeito de entorpecentes, revela ao marido que já teve fantasias sexuais com outro homem. O fetiche jamais foi consumado, mas a revelação desencadeia em Bill um estado de frenesi.

A discussão é o mote para que o bem sucedido médico passe a vagar pelas ruas da excêntrica Nova York com o intuito de se recompor. A partir daí, Bill se depara com uma série de situações surreais, inusitadas e perturbadoras, que o levam a uma louca “viagem” pelos instintos humanos. Absolutamente nenhuma personagem que cruza o caminho do protagonista detém a virtude da sanidade.

A noite de Bill é o ponto crucial no qual Kubrick apresenta sequências dotadas de mistério e perfeição. Com elegância sem precedentes na história do cinema, é revelado um macabro ritual erótico-religioso. Na celebração, todos os participantes se ocultam por meio de máscaras. A orgia ritualística é cuidadosamente retratada. Não existe espaço para vulgaridades. A intenção aqui é demonstrar seres humanos literalmente despidos, sem as máscaras da hipocrisia.

O mistério é latente a cada cena. Os diálogos longos são acrescidos de trilha sonora milimetricamente bem selecionada, capaz de gerar apreensão. O som das insistentes marteladas nas teclas de piano somado à iluminação enigmática faz de “De olhos Bem Fechados” uma produção de inquestionável peculiaridade.

Não é um filme para se ver uma vez só, dado o fato de estar a anos-luz de distância das produções clichês de fácil compreensão que têm dominado a indústria cinematográfica mundial. Um grande drama psicológico que revela características inerentes a qualquer bom samaritano. Uma obra prima que induz o espectador a desconstruir estereótipos sobre si mesmo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Internet Para Todas as Idades




Com 71 anos de idade, Ventura Picasso é usuário assíduo de redes sociais



Há quem pense que a Internet é exclusivamente usada por jovens. Ledo engano. Cada vez mais democrática e de suma importância para a agilidade contemporânea, a rede mundial de computadores atrai adeptos de todas as idades. Redes sociais como Orkut, FaceBook, Twitter e Blogs proporcionam uma inter-relação entre os usuários e viabiliza o intercâmbio democrático de informações.

O aposentado Ventura Picasso, 71 anos, faz parte do grupo experimental da academia araçatubense de letras e utiliza com assiduidade redes como o Orkut. Além disso, seu blog www.picassoventura.blogspot.com é atualizado com frequência. Picasso também não dispensa uma boa conversa via MSN.

A escrita sempre foi uma de suas especialidades. Durante 35 anos trabalhou em um comércio de infraestrutura de material impresso e hoje, alterna suas atividades atuando como colunista do jornal Folha da Região. No entanto, o espaço no jornal não é, segundo ele, adequado para expressar algumas ideias, por isso, enxerga no blog uma boa alternativa. “Aquilo que é censurado no jornal, deixo no blog. É minha janela da verdade. Creio que o blog veio para democratizar um espaço que faltava: o da livre manifestação de ideias.

O estilo de texto predominante no blog de Picasso é a crônica, gênero textual no qual o autor tem total liberdade de criação, ao transpor para a ficção um fato real. Política é um dos temais mais comentados no diário virtual de Picasso. “Quando descobri que o blog era um espaço desprovido de censura, me animei. Atualmente, antes de enviar textos para o jornal, coloco-os no blog. Se for publicado, ótimo, se não for, paciência”, revela.

O reconhecimento do espaço virtual utilizado por Picasso para propagar seus ideais resultou na sua participação no primeiro encontro de blogueiros, realizado pelo blog Cia. dos Blogueiros (www.ciadosblogueiros.blogspot.com) no dia 19 de setembro. O objetivo foi definir ações, bem como a criação de uma entidade devidamente registrada para representar a classe dos adeptos à blogosfera.



Orkut

O Orkut, uma das redes sociais mais populares do mundo, também faz parte da vida de Ventura Picasso. Seu sobrenome (possui parentescos com Pablo Picasso) faz com que a adesão de “novos amigos” seja numerosa. Até mesmo parentes desconhecidos de Ventura foram encontrados no Orkut. “A cada seis meses descubro parentes novos nesta rede social. Além disso, já reencontrei pessoas que não via há vinte anos e inclusive velhas namoradas”, afirma.

O escritor confessa utilizar esta ferramenta exclusivamente como forma de entretenimento, por isso, evita falar de política no Orkut. “Esse site é muito rico. É vivo, à medida que possibilita a troca de mensagens entre pessoas que há tempos não se viam.”

Conhecimento

Ventura Picasso considera a Internet primordial para a vida contemporânea. Seus interesses na web variam muito, entretanto, a política está no topo de suas preferências. “Como pesquisador político, necessito da Internet para saber determinadas coisa como, por exemplo, os prêmios já ganhos pelo presidente Lula”, considera. Mas a credibilidade das publicações online deixa Picasso com um “pé atrás”. “Isso é um grande problema. É necessário conhecer a fonte e saber a origem do que é noticiado. Procuro pesquisar, ler muito. Passo a maior parte de meu tempo lendo, de modo a fazer uma análise crítica da realidade.”

A leitura ocupa espaço privilegiado na vida de Picasso e para ele, os livros jamais perderão espaço para a Internet, ao contrário dos jornais impressos que, segundo ele, já veem suas tiragens sendo diminuídas. “A liberdade de imprensa é muito importante, mas para aquele que fala a verdade. Tanto na Internet quanto no jornalismo impresso, a veracidade é fundamental”, aconselha. Esta veracidade, de acordo com ele, é proveniente da maior riqueza que alguém pode ter: o conhecimento.

Confira abaixo trecho da entrevista com Ventura Picasso:




Por: Angélica Neri, Cristiano Morato, Diuân Feltrin, Gustavo Caldeira e Rafael Lopes

(*) Trabalho idealizado como Atividade Avaliativa da Disciplina Jornmalismo Online e Novas Tecnologias II, ministrada pelo professor e jornalista José Marcos Taveira.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Imagens enriquecem informações

Uma imagem vale mais do qualquer palavra. O pensamento, que já se tornou senso-comum, tem fundamento. É impossível, atualmente dissociar imagem e informação. São elementos que se complementam, de modo a tornar as notícias mais consistentes e próximas ao leitor. Além do mais, em meio ao corre-corre do dia a dia, tornou-se fundamental para os jornais prezarem pela eficácia das informações e uma forma de aprimorar o trabalho é a divulgação de boas imagens.

Para o fotógrafo da Folha da Região, Alexandre Souza, 38 anos, fazer boas imagens é questão de tempo. Ele acredita que a criatividade é um dom inerente a cada um, mas que se aprimora através da prática. “Só se aprende a fotografar fotografando”, disse em palestra direcionada a alunos de jornalismo de um centro universitário de Araçatuba.

Atenção para detalhes é praticamente uma obrigação que o profissional da área deve ter. “Não basta mostrar ângulos que todos veem, é necessário ir além, procurando sempre captar novidades que sirvam para subsidiar uma boa chamada de capa”, afirma. Para Alexandre, a cooperação com o repórter faz com que o material seja aprimorado, de modo que texto e imagem sejam relacionados.

Na palestra, Alexandre mostrou as imagens feitas por ele no decorrer da carreira. Há vinte anos atuando na área jornalística, já fotografou inúmeros e variados acontecimentos, que vão desde encontros políticos a acidentes de trânsito. No entanto, o que mais o agrada é a cobertura policial. “Gosto muito da adrenalina e da repercussão que esses fatos proporcionam”, justifica.

Quando cobre acontecimentos considerados importantes pela linha editorial do veículo no qual trabalha, Alexandre costuma fazer em média 120 fotos do fato, que serão selecionadas pelos editores. Como ele acredita que a imagem retrata o momento, é necessário ter atenção redobrada para que nenhum lance seja perdido. “Fotografias retratam o estado de espírito dos acontecimentos, portanto, deve-se aprimorar a criatividade.”

Histórico

No decorrer de sua experiência em jornais, Alexandre já atuou tanto na área impressa quanto na online. Começou aos 16 anos entregando jornais para o periódico “A Comarca”. Mas sua curiosidade despertou a atenção dos proprietários do jornal que logo o chamaram para compor a equipe. A partir daí, o “feeling” de Alexandre foi se aperfeiçoando a cada momento, através de experiências no “Jornal da Cidade” e na “Agência Interior”.

Souza terminou a palestra alertando aos estudantes de que a prática da fotografia é construída por meio da prática e que, sendo assim, nunca será 100% perfeita. “É com os erros que aprendemos. Basta prática e atenção à detalhes que ninguém consegue visualizar. Acredito que atualmente sei somente 60% de fotografia. O que resta, busco aprender através da prática cotidiana”, finaliza.


Texto produzido como Atividade Avaliativa da disciplina Jornalismo Online e Novas Tecnologias II, ministrada pelo professor e jornalista José Marcos Taveira.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dica de Cinema


Dogville: Repressão Social


Uma cidade surreal, mas ao mesmo tempo um retrato da sociedade contemporânea. Habitantes aparentemente agradáveis, mas que ao decorrer do tempo se mostram completamente insanos, ou melhor, humanos. Acrescente aí uma bela e misteriosa mulher fugitiva da máfia. Bem vindo ao excêntrico mundo criado por Lars Von Trier: Dogville.

Instigante, excêntrico e perturbador, o filme apresenta uma pequena cidade povoada por nada mais do que uma dezena de moradores. A história se passa na década de 1930, época na qual o mundo sofria as mazelas da grande depressão. Grace (Nicole Kidman), a jovem fugitiva, chega a Dogville completamente atordoada. Eis que conhece Tom (Paul Bettany), um introspectivo intelectual que lhe oferece abrigo. Como forma de pagamento pela hospitalidade oferecida, a moça faria trabalhos para os moradores da comunidade. No início tudo ocorre da melhor forma possível, mas a vida de Grace estava a um passo de se tornar um grande pesadelo.

Laços fraternos de amizade são construídos com os moradores de Dogville. Porém, conforme surgem algumas investigações por parte da polícia acerca do paradeiro da moça, o que se vê é uma absurda transformação de personalidade em cada um. O lado sombrio é retratado de forma sábia, denunciando o fato de o ser humano ser um rol de dualidades. Como se trata de Trier, não é preciso dizer o que Grace enfrentará no decorrer do filme. A temática apropria-se de conteúdos polêmicos como a restrição da liberdade, abuso sexual, trabalho compulsório, traição e sadismo.

O diretor tem uma capacidade ímpar de quebrar estereótipos impostos por produções hollywoodianas. Assim como em “Dançando no Escuro”, o lado sombrio das personagens, tal como suas friezas, dilui-se em enredos mesclados com drama e humor negro.

O que mais chama a atenção em Dogville é o ousado espaço cênico. A simplicidade é tanta que à primeira vista passa a impressão de que o orçamento da produção sofreu cortes. Mas a fórmula funcionou, visto que a singeleza aflora o estado de apreensão no espectador. Analisando o surrealismo cênico, pode-se denotar que a intenção do diretor foi equiparar a vida, bem como suas relações, a um verdadeiro teatro. Inteligente metáfora.

A mistura de elementos teatrais e literários sobrepõe-se a qualquer necessidade de cenografia. O cenário invisível, sem precedentes no cinema, proporciona uma vista geral dos coadjuvantes em cena, sem destoar da narrativa principal. Ao mesmo tempo, escancara a essência de cada personagem, levando o público a analisar com olhos clínicos a desumanidade que aflora no íntimo de cada um.

Diversas leituras podem ser feitas a respeito de Dogville. Cada espectador tira suas próprias conclusões ao analisá-lo. Não é um filme para ser visto apenas uma vez. A impressão que deixo, é que se trata de uma obra sobre o comportamento humano e suas discrepâncias. Faz pensar a respeito da vida em comunidade e nas aceitações de regras impostas por grupos. Desertores de leis, em qualquer sociedade, sofrem represálias. Em Dogville não é diferente. Mas até que ponto o respeito a dogmatismos não passa de mero jogo de interesse e de oportunidade para exteriorizarmos o que temos de mais sujo? É assistir para compreender.

Confira Trailer do filme:


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Primeiramente peço desculpas por estar há tempos sem atualizar. Acontece que minha vida anda a mil por hora em razão da faculdade e do trabalho. Hoje compartilho com vocês de um belo vídeo produzido há alguns anos por meus amigos Rafael Ribeiro e Giovani Machado, membros da Escola Bíblica de Birigui. Trata-se da música "Eu só peço a Deus" lindamente interpretada por Beth Carvalho e pela saudosa Mercedes Sosa, acrescida de belas imagens! Não deixem de conferir! Atenção para a letra!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Avanço da Repressão (*)

No decorrer da história, a sociedade sempre buscou as melhores formas para se expressar com liberdade. Entretanto, nem sempre tal independência foi efetiva. No Brasil, por exemplo, durante vinte anos (1964-1985) a sociedade se viu calada pelos algozes da Ditadura Militar. Quaisquer manifestações, inclusive culturais, que contradissessem os dogmas impostos pelo regime, eram duramente repreendidas.

Com o passar do tempo, a repressão, por teoria, se esvai. Nasce uma hipotética democracia. Mas a liberdade de expressão ainda era enxergada como tabu. Sempre que alguém se manifestasse apático aos ideais impostos pelos representantes do poder, sofria represálias. A censura, mesmo que mascarada, nunca deixou de existir, permanecendo até os dias de hoje, considerados extremamente avançados.

A internet possibilitou o alastramento dos mais diversos tipos de informações e pontos de vista. Por meio de ferramentas como blogs, pessoas das mais diferentes classes sociais, gêneros, crenças, visões políticas e nacionalidades são capazes de disponibilizar seus pontos de vista a toda uma sociedade. Persuadir massas tornou-se fácil. Porém, a plena liberdade de expressão ainda é utopia.

Um exemplo que comprova tal realidade: em setembro, o blog “Resenha em 6” publicou uma crítica ao Boteco São Bento, localizado na Vila Madalena em São Paulo. A repercussão foi boa, o que acarretou em represálias aos blogueiros, por parte dos donos do boteco: retiraram a postagem do ar, sob ameaças denunciarem os responsáveis a autoridades judiciais.

A atitude do boteco denota total descaso para com o público. As críticas efetuadas poderiam servir de base para que o atendimento fosse aprimorado. O ideal aos donos do boteco seria constatar aonde estavam os erros que tornavam o local desagradável aos olhos de uma gama de clientes.

A retirada do post do ar leva a crer que ainda existe medo de represálias, assim como acontecia com os formadores de opinião na época da ditadura. O ideal seria manter a manifestação. Enfrentar o boteco na justiça desencadearia, talvez, o aparecimento de algumas irregularidades do local, denunciadas pelo blog, como a falta de respeito com o consumidor.

Lamentável constatar que a ditadura à propagação de ideias ainda está em voga. O que aconteceu foi apenas um avanço da repressão. O aprimoramento tecnológico pode proporcionar inúmeras opções de exposição de pontos de vista, mas sempre haverá filtros que impossibilitam tais manifestações de forma plena.


(*) Texto produzido como Atividade Avaliativa da disciplina Jornalismo Online e Novas Tecnologias II ministrada pelo professor jornalista José Marcos Taveira.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Despertar curiosidade garante sucesso de Blog (*)


Registrar cenas inusitadas que ocorrem corriqueiramente tornou-se, de uns tempos para cá, um verdadeiro hobby entre os jovens. Ao mesmo tempo, a humanidade tem por característica fundamental, a curiosidade. Involuntária e incessantemente, procuramos saber o que acontece na vida alheia, como se vivêssemos em um verdadeiro reality show. Por mais ridículos e excêntricos que possam parecer, as atitudes dos outros despertam um interesse intrínseco.

Com o advento das redes sociais que possibilitam a inter-relação entre as pessoas, tornou-se fácil disponibilizar conteúdos como imagens e vídeos para que todo o mundo tenha acesso. O resultado não poderia ser diferente: tudo o que “cai” na web se torna um verdadeiro sucesso, visto que aflora a curiosidade humana.

Igor de Sousa Pucci, 25, aproveitou-se de tal artimanha e criou um blog com um atrativo e sugestivo título: Pérolas do Orkut. No espaço, o jovem disponibiliza imagens dos mais diferentes tipos. Detalhe: todo o conteúdo é relacionado a pessoas comuns, anônimas. A página é um verdadeiro sucesso, visto que recebe cerca de 30 mil visitas diárias.

O conteúdo é dividido em categorias, das mais diversas. O subsídio vem de pesquisas que ele mesmo realiza em “perfis” no Orkut. Mas, atualmente, a maioria das fotos provém de centenas de e-mails enviados diariamente por pessoas que desejam divulgar suas “façanhas”. “Apesar do grande número de fotos que recebo, costumo postar somente quatro por dia. Para selecioná-las, levo em conta meu gosto pessoal e imagino o que as pessoas gostariam de ver”, revela.

Renda

Igor é formado em Ciências da Comunicação, pós-graduado em Economia e pós-graduando em Propaganda e Marketing. Apesar de todo o conhecimento adquirido em bancos universitários, a única fonte de renda do rapaz é sua página online, que vem sendo uma atividade promissora. “Antes da crise econômica faturava cerca de oito mil mensais. Atualmente esta quantia diminuiu, mas ainda faturo um valor considerável”, diz. O lucro com o blog é proveniente de anúncios publicitários.

Igor foi o pioneiro a criar algo do gênero na região de Araçatuba. Sua atitude gerou inspiração em alguns blogueiros, como podemos constatar em espaços como Tolices do Orkut e Orkut de Bêbado totalmente dedicados às pérolas relativas às redes sociais.

Após constatar que seu blog se transformou em verdadeira coqueluche, criou outros dois sites denominados “Web Frase” e “Web Recados”, com os quais também recebe boas cifras.

Em entrevista coletiva a estudantes de Jornalismo, Igor afirma que já foi reconhecido por celebridades e, inclusive já concedeu entrevista à revista InfoExame. Ele finaliza alertando para o segredo do sucesso de um blog: “Ter conteúdo inédito e interessante somado a atualizações constantes, são passos fundamentais para garantir o sucesso de um blog. Além disso, comentar em diversos espaços e seguir inúmeros blogueiros garante reconhecimento e popularidade”, finaliza.

(*) Trabalho realizado como Atividade Avaliativa da disciplina Jornalismo Online e Novas Tecnologias ministrada pelo professor jornalista José Marcos Taveira, no dia 29/09/2009, a partir de entrevista coletiva.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

TEATRO





Espetáculo aborda a Metanoia


Uma mulher é criada com qualidades dadas pelos deuses. Uma dessas qualidades é a curiosidade. Essa característica a leva a abrir uma caixa de onde saem os males do mundo. O mito da caixa de Pandora talvez justifique o turbulento momento em que vivemos, no qual valores fundamentais são esquecidos. Assassinatos, barbáries, tragédias sem fim... Ainda resta esperança?

Este é o ponto de partida do espetáculo “CHEGA!”, produção do grupo de montagem do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi de Birigui. A peça é uma criação coletiva produzida com base nas experiências e recordações dos integrantes do grupo. Experiências estas que compõem os esquetes encenados, realidades que assolam nosso cotidiano.

A montagem ganha corpo a partir do momento em que surgem reflexões sobre o atual momento em que vivemos, rodeados por cenas caóticas. A esperança seria a única forma de exterminar a turbulência e o caos. Para adquirir o dom da esperança, somente um árduo processo de metanoia faria com que o ser humano passasse a enxergar a vida com outros olhos. Transformações de dentro para fora, na busca pelo autoequilíbrio. A ideia central defendida pela peça é que a realidade vivida é proveniente de nossas escolhas.


A peça será apresentada nos dia 1° e 8 de outubro, às 20 horas, no Teatro Popular do Sesi de Birigui. A classificação é livre e a entrada é gratuita.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dançando no Escuro


A Vida tal como um Trágico Musical


O polêmico diretor Lars Von Trier sempre aspirou por obras fortes e perturbadoras. Seu trabalho de cunho popularesco intitulado “Dogville”, já dava conta de tal realidade. O filme protagonizado pela, até então, desacreditada atriz Nicole Kidmam, foi uma cruel crítica ao tão defasado “american way of life”. O fato de a citada obra ter me impressionado, levou-me a procurar um famoso filme do diretor chamado “Dançando no Escuro” (Dancer in the Dark, 2000).

O primeiro fator a ser constato é a escolha da excêntrica cantora islandesa Björk para o papel principal. Confesso que a princípio, estava cético com relação ao trabalho dela, mas no decorrer do filme, todos os meus estereótipos foram por água abaixo. Se fosse interpretado por outra atriz, o papel da sonhadora Selma não teria a mesma força.

Vamos ao enredo: o filme se passa em 1964. Selma é imigrante do leste europeu que se muda para os Estados Unidos acompanhada de seu filho, em busca de uma vida digna. No entanto, Selma é portadora de uma doença hereditária que a deixará cega em pouco tempo. Mesmo com esta limitação, a moça trabalha em período integral em uma fábrica com o objetivo de juntar dinheiro para pagar a cirurgia do filho, que sofre do mesmo mal. Cercada de sofrimentos exorbitantes, Selma enxerga a vida como se fosse um grande filme musical, que sempre tem um final feliz. Devaneios se tornam sua válvula de escapa mediante momentos de angústia.

A versatilidade de Björk (que afirma ter sofrido muito nas garras de Von Trier) é explorada ao máximo. O filme intercala o eixo narrativo com números musicais interpretados pela personagem central, que se aliena do que está vivendo e brilha em musicais imaginários dignos da broadway.

Como de praxe nas películas do diretor, a crítica ao modelo norte-americano de governar é evidente. O fato de Selma ter ido ao país em busca de soluções para seu problema, desencadeia um final trágico que causa angústia no espectador. Trier é impiedoso com sua personagem central, que talvez possa ser um reflexo da maioria dos americanos.

Björk está extraordinariamente perfeita como Selma. Sua inexperiência como atriz desencadeia uma peculiar espontaneidade. Além do mais, sua expressão inocente somada a voz de menina, contribuem com o teor deprimente do filme, algo sem precedentes no cinema hollywoodiano.

Confira abaixo o trailer oficial do filme e a performance da excêntrica Björk entoando Cocoon ao vivo:




segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Dica de Cinema


Mais que um Show de Imagens


Celulares de última geração, redes de relacionamento como Orkut, Twitter, Facebook, etc. Definitivamente a sociedade contemporânea está longe de conhecer o real significado do termo privacidade. A cada dia, surgem novidades no mercado tecnológico. O objetivo: proporcionar comodidade à vida. Mas vale a reflexão: tamanho avanço é benéfico ou prejudicial? É justamente esta a temática do eletrizante filme “Controle Absoluto” (Eagle Eye, EUA/Alemanha, 2008).

Produzido por Steven Spielberg e conduzido por D.J Caruso (“Roubando Vidas” e “Tudo por Dinheiro”), o filme, estritamente comercial, enche a tela com um estapafúrdio show de imagens surreais. O exagero cênico serve justamente para ilustrar os estragos que a tecnologia pode causar quando se volta contra seus criadores.

O enredo é simples. Jerry Shaw (Shia Labeouf, de “Transformers”) é um sujeito pacato, afundado em dívidas, que trabalha em uma loja de copiadoras. Certo dia, Jerry recebe a notícia de que seu irmão gêmeo, militar aplicado e cidadão americano convicto, acaba de falecer. Após o funeral, a vida do homem passa por uma incrível reviravolta. Tudo começa com sua conta bancária: mais de 700 milhões de dólares são depositados, sabe-se lá por quem. Em seu apartamento, uma estranha encomenda: arsenais de guerra. Tudo isso somado a estranhos telefonemas de uma misteriosa voz feminina que passa a dar ordens ao moço.

Paralelamente a Shaw, está Rachel (Michelle Monaghan, de “O Melhor Amigo da Noiva”), mãe divorciada e bem-sucedida na carreira. Certo dia, Rachel também recebe a ligação da estranha voz feminina, que passa a transmitir ordens que, se não cumpridas, acarretariam na morte de seu filho. A partir daí, os destinos dos pacatos cidadãos americanos se cruzam.

Clichês que dominam os filmes do gênero são escancaradamente aproveitados. Apesar disso, a premissa é perfeita, ao discutir o monitoramento virtual que vivemos. Uma agência de inteligência criada pelo governo seria responsável pela maior emboscada da história: o assassinato do presidente dos Estados Unidos. O diferencial da hecatombe é que seria totalmente virtual, o que nos acena a um risco iminente relacionado ao avanço tecnológico.

A abordagem de teorias conspiratórias faz com que o filme não seja simplesmente uma obra inacabada com imagens de ação, muito pelo contrário. Críticas ao american way of life são perceptíveis, à medida que a paranoia americana se evidencia. No caso do filme, a nação do Tio Sam, com sua agência de inteligência, seria responsável pela autodestruição. Será uma crítica ao sistema Bush de governo? Cabe ao espectador atento às entrelinhas desvendar. É muito mais do que um show de imagens.

Confira Trailer de lançamento do filme:



Título Original: Eagle Eye
Recomendação Etária: 14 Anos
País de Origem: EUA/Alemanha
Gênero: Drama/Suspense
Tempo de Duração: 117 minutos
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures do Brasil
Direção: D.J Caruso

Texto idealizado como Atividade Avaliativa da disciplica Jornalismo Online e Novas Tecnologias II, ministrada pelo professor e Jornalista José Marcos Taveira.

domingo, 6 de setembro de 2009

Para o Dia da Pátria

Compartilho com vocês o sábio texto escrito pelo médico Miguel Srougi(*), publicado na edição do dia 06 de setembro no jornal Folha de S. Paulo.

Pátria amada, mãe gentil?


A minha infância, povoada por soldadinhos de chumbo e outras fantasias, continha momentos inebriantes. Era quando os soldados, evoluindo nas paradas do Sete de Setembro, desviavam o seu olhar e miravam, respeitosamente, os senhores da nação. Hoje não quero mais assistir aos desfiles. Com medo de não encontrar os mesmos olhares, de não vislumbrar a mesma nação.

Exagero meu ou aflições verdadeiras, produzidas por uma realidade desconcertante? Ouço que o Brasil tornou-se uma nação soberana, que nunca antes neste país materializaram-se tantas aspirações do seu povo, que as potências estrangeiras dobram-se à grandeza da nacionalidade.

Nos jornais encontro números tão expressivos quanto misteriosos. O PIB brasileiro em 2008 foi de US$ 1,94 trilhão, o nono na escala planetária. O Brasil tornou-se credor do FMI. As exportações brasileiras atingiram, em 2008, o valor de US$ 197,94 bilhões. O índice Bovespa registra em 2009 valorização que supera 50%.

Diante dessas notícias, por que tanto desconsolo da minha parte? Talvez por ser médico e por compreender que a saúde de uma nação tem de ser pautada não apenas pelo seu PIB, mas, principalmente, pelo respeito à condição humana e pela luta sem tréguas contra a desigualdade social.

Como ser feliz se estamos no 70º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano, conceito mais justo que incorpora o dogma da existência usufruída com dignidade? Como permanecer calado quando descubro que cerca de 22%, ou 40 milhões de brasileiros, vivem abaixo da linha de pobreza, incapazes de sequer obter alimentos para subsistir?

Como ficar indiferente quando leio que mais de 25% dos membros da nação são analfabetos ou não conseguem compreender o que estão lendo? Desconforto que fica quase insuportável quando descubro que Cuba, Venezuela, Chile, Equador e Bolívia declararam-se recentemente territórios livres do analfabetismo. Como não ficar indignado quando estatísticas da ONU mostram que, para cada 1.000 crianças pobres que nascem no Brasil, 83 morrem antes de completar seu primeiro ano de vida, um número que contrasta com 5 mortes no Canadá, 8 no Chile e 15 na Argentina?

Mesmo ciente das minhas limitações, desconfio que a desgraça que nos assola resulte de uma coreografia insana que mistura uma histórica desigualdade social, governos descomprometidos com a condição humana e ações nefastas de um sem-número de oportunistas que tomaram de assalto, espraiaram-se e passaram a consumir o Estado.

Dados que ilustram a injustiça são abundantes. No Brasil, ainda de acordo com a ONU, 1% dos cidadãos mais ricos têm a mesma renda que a soma dos 50% mais pobres. Estes que perambulam pelas ruas da nação, oprimidos pela fome, pelas pragas e pela violência, incapazes de esboçar reação e controlar seus destinos. Subjugados por um sistema dirigente insensível, que foi capaz de pagar, em 2008, R$ 120 bilhões de juros da dívida nacional e destinar apenas R$ 48 bilhões e R$ 29 bilhões, respectivamente, para financiar toda a saúde e toda a educação superior do povo brasileiro. Governantes incapazes de compreender que sem saúde e sem educação não existem seres livres.

Frequentemente nosso presidente manifesta sua revolta diante da tragédia social que nos assola. Talvez seja um começo. Mas é pouco, sr. presidente. Pouco para alguém que, em período recente menos glorioso da história, conviveu com a injustiça e com autoridades que não eram coisa boa. Agora que o senhor é autoridade e a sociedade brasileira continua açodada por outras formas de truculência, imagine se a tua complacência for mal interpretada, confundida com aquiescência.

Como lembrava o arcebispo Desmond Tutu, incansável na luta pelos direitos civis: "Se ficarmos neutros numa situação de injustiça, teremos escolhido o lado do opressor". Presidente, principalmente você, que tem história para ser o exemplo, pode atender ao grito ensurdecedor de tantos filhos da nação.

Assumindo o combate sem limites ao grupo de predadores assentados no poder. Exigindo que a Justiça faça das leis instrumentos verdadeiros de defesa dos direitos, e não objetos de proteção aos ímprobos e poderosos.

E, tomado por compaixão, adotando ações genuínas para reduzir os efeitos da desigualdade e para resgatar a condição humana desses brasileiros. Só assim, perfilado no dia da pátria, você conseguirá, marejado, declamar com a multidão: "Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil".

(*)MIGUEL SROUGI , 62, médico, pós-graduado em urologia pela Havard Medical School (EUA), é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Conselho do Instituto Criança é Vida.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sem Máscaras



Jovem estudante araçatubense produz vídeos que são sucesso no YouTube

Ficar famoso atualmente se tornou fácil. Com o advento da chamada Web 2.0 o público se torna muito mais do que mero receptor de conteúdos, passando a contribuir com material a ser disponibilizado na rede. Ferramentas como Orkut, MSN, YouTube e mais recentemente, o Twitter, fizeram com que o mundo ficasse pequeno para algumas pessoas.

Estudante do 8° Semestre do curso de Direito do Centro Universitário Toledo, Lúcia Pastorello, 21 anos, é tímida ao extremo. Autodenominada como uma garota de “poucos amigos”, a jovem esconde por trás dos longos cabelos castanhos e olhar cabisbaixo, uma confluência de talentos natos. Estar em um “mundinho fechado” seria desperdiçar suas façanhas. A solução encontrada pela moça para “ser o que realmente é” foi se gravar fazendo o que mais gosta de fazer e postar o resultado no site de vídeos YouTube (www.youtube.com/lucirello).

Diante de uma câmera, a tímida araçatubense deixa que sua versatilidade saia do armário. Com performances que variam desde dança do ventre até a imitação de uma arara, Lúcia já postou mais de 100 vídeos na web. Mas a estudante não se importa com a fama. “Vejo nos vídeos uma forma de romper com o tédio e a tristeza. Diante da câmera, sou o que realmente sou no cotidiano”, revela.

O sucesso dos excêntricos vídeos de Lúcia é comprovado quando observamos o número de acessos: cerca de 213 mil pessoas de todo o mundo já tiveram a oportunidade de se divertir com sua engraçada imitação de Pikatchu, personagem da série animada Pokémon. Outras façanhas também obtiveram êxito, como a performance instrumental em piano da música-tema da filme “O Senhor dos Anéis”, com 160 mil acessos, e a entoação da música “Come Under”, vista por cerca de 79 mil pessoas.

Estudos

Lúcia enxerga nos vídeos uma forma eficaz de romper a barreira da timidez. Já pensou em cursar teatro, mas pensa que não aproveitaria, pelo fato de ser muito tímida. Quanto aos estudos, a moça é incisiva: “Minha relação com a web possui uma dosagem certa. Tenho por meta ser aprovada em concursos públicos, e sei que tenho que me dedicar ao máximo nesta reta final da faculdade”.

O Direito, para muitos é tido como uma área conservadora e austera, mas Lúcia acredita que suas produções online não afetarão a carreira. “Nunca fiz apologia a nenhum tipo de crime e reconheço os perigos relacionados à rede. Por isso posto apenas o que gosto de fazer, como forma de entretenimento”, diz.

Relacionamentos

Devido ao grande público que acessa o material, a irreverente estudante possui muitos amigos virtuais, inclusive estrangeiros, com os quais mantém contato pelo Twitter, Orkut e MSN. “Construí amizades virtuais verdadeiras, até melhores do que certas ‘amizades reais’, mas reconheço que não existe nada melhor do que o contato cara a cara”, acredita.

Utilizando o YouTube como forma de “extravasar”, Lúcia afirma sentir-se leve após produzir seus vídeos, tanto que enxerga o fato como uma terapia. A jovem tem por objetivo inspirar as pessoas a ser o que realmente são e viverem desprovidas de máscaras. “Minha mensagem a cada vídeo postado é Carpe Diem, ou seja, aproveite seu dia ao máximo! Seja louco. Não tenha vergonha de ser você mesmo”, aconselha.


(*) Matéria idealizada no dia 01/09/2009 como Atividade Avaliativa da Disciplina Jornalismo Online e Novas Tecnologias, ministrada pelo professor José Marcos Taveira.

Dica de Cinema


Hilário. É como se pode chamar o novo filme da estrela Sandra Bullock, “A Proposta” (The Proposal), ainda em cartaz nos cinemas da região. É inegável que clichês dominam a comédia romântica. No entanto, são aproveitados com primazia, de modo que rir se torna inevitável. O par romântico formado por Bullock e Ryan Reynolds esbanja versatilidade. O resultado: sucesso absoluto.

Dirigido por Anne Fletcher, o filme conta a história de Margaret, executiva austera de uma bem sucedida editora. Ela é o tipo de mulher implacável, sem piedade de ninguém. Na empresa, seu braço direito (e também esquerdo) é Andrew.

Tudo caminha bem para a repressora Margaret. Eis que certo dia, a mulher, de origem canadense, se vê na iminência de ser deportada para seu país natal. A solução: casar-se imediatamente com algum nativo para prosseguir seu trabalho como editora na renomada empresa. A partir daí a confusão está armada! O pretendente escolhido é nada mais nada menos que o submisso Andrew.

Para dar validade ao suposto casamento, o “casal” precisa conhecer absolutamente tudo um do outro. Para tanto, Margaret viaja com Andrew para o Alaska, com o intuito de conhecer a família do futuro cônjuge.

O filme traça de maneira inteligente, o perfil de cada personagem. Gera a discussão de que “quanto maior a armadura, mais frágil é o ser que a habita”. A executiva impiedosa, na verdade, não passa de uma criança solitária, ao passo que o submisso secretário é um homem forte amparado por pilares firmes, a família. O paradoxo entre ambos os difere, mas ao mesmo tempo, os aproxima. É diversão garantida. Eu recomendo!

Confira Trailer do filme:

terça-feira, 25 de agosto de 2009

BLOGS: DIFERENTES VERTENTES E UM SÓ OBJETIVO (*)


Utilizado por milhões de pessoas, o blog aproxima os internautas e consolida-se como uma das melhores formas de propagação de ideias on line. Inicialmente visto como um diário virtual, no qual as pessoas narravam os acontecimentos do cotidiano, a ferramenta foi aprimorada tornando-se um espaço utilizado não só para expressar intimidades, mas também para difundir opiniões. Existem blogs para todos os tipos de público.

Formada em Jornalismo e atualmente cursando o 6° semestre de Publicidade e Propaganda, Michele Beraldi Neves mantém um blog de entretenimento. Atrativo desde o nome, o www.magricelanapanela.com destaca dicas de moda, maquiagem, beleza e fofocas sobre celebridades. “São assuntos pelos quais me identifico e busco auxiliar meus leitores a seguir as sugestões. Por exemplo, a postagem que fiz sobre ‘moda nas raves’, chamou atenção e surtiu o efeito esperado”, enfatiza Michele mencionando que os amigos aderiram ao estilo proposto.

O sucesso do blog motivou a estudante a migrar de um domínio público (zip.net) para um espaço próprio. Michele considera essencial prestigiar blogueiros amigos que também acompanham seu trabalho. Atualmente, a página recebe mais de 200 acessos diários.

O estudante do 4º semestre de Publicidade e Propaganda, Ronaldo Akira da Silva, enxerga no blog um método eficaz de divulgar trabalhos inerentes à sua profissão de designer. “Vejo na ferramenta uma maneira de expor todos os meus trabalhos e aprimorá-los, tendo como base outros blogs do mesmo segmento”.

O blog do Ronaldo, criado em dezembro do ano passado, teve até hoje mais de seiscentos acessos. O jovem explicou que atualmente não tem realizado novas postagens no blog www.ronaldoakira.wordpress.com. O motivo, segundo ele, é a criação de um novo espaço que deverá entrar no ar na próxima semana.

Paralelamente ao universitário, Camila Suemi Okut Macedo vê no blog uma maneira de ajudar as pessoas que têm necessidade de se sentirem amadas. “Existem muitos indivíduos que desenvolvem algum tipo de carência. Busco motivá-los com posts que falem do amor sublime”, disse.

A estudante do 6º semestre de Direito diurno afirma que, para escrever, se inspira em textos Bíblicos. “Procuro também ler assuntos diferenciados como forma de quebrar preconceitos e buscar novos conhecimentos”. Na avaliação de Camila, o blog dosedeamor.blogspot.com tem atingido seu objetivo, visto que os leitores a elogiam cada texto publicado e se identificam com as mensagens propagadas.

Angélica Neri, André Sanches, Cristiano Morato, Diuân Feltrin, Gustavo Caldeira, Nathália Fagundes, Rafael Lopes.

(*) Texto idealizado como Atividade Avaliativa da disciplina Jornalismo Online e Novas Tecnologias ministrada por José Marcos Taveira.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Dica de Leitura


Fragilidade

Somos seres humanos. Portanto, temos medo. Por mais fortes e valentes que aparentemos ser, no fundo escondemos nossa real faceta. O homem contemporâneo tem medo da morte, da solidão, do fracasso, da inveja, do envelhecimento, das paixões, da falta de sentido da vida... Enfim, somos reféns do medo. Aparências disfarçam nossa real condição. Infelizmente usamos máscaras; maquiagens escondem as imperfeições de nossa face. Imperfeições que deveriam ser escancaradas. Imperfeições que, se aceitas pelo outro, comprovariam se somos realmente amados, ou não.

Medos que assolam a humanidade são explicitados com primazia, delicadeza e bom senso por dois sábios homens, Fábio de Melo e Gabriel Chalita, no livro “Cartas entre Amigos – sobre medos contemporâneos”. Por meio de mensagens sublimes e belamente filosóficas, os autores desconstroem as aflições que permeiam o cotidiano da humanidade. A sabedoria é apresentada em forma de cartas que um enviou para o outro. Cartas que denotam a grandeza infinita de uma amizade verdadeira. Amizade condicionada à aceitação de imperfeições, que se não compreendidas, fazem com que relações amigáveis se convertam em bajulações baratas.

Valores humanos são resgatados no decorrer das “conversas” escritas idealizadas pelos autores. A escolha da linguagem não verbal é justificada. Os sábios defendem a ideia de que escrever é uma forma de manter vivo o que nem a morte nem o envelhecimento destroem. Escrever é nada mais nada menos do que materializar o imaterial. Trata-se de traduzir o transcendente. A troca recíproca de saberes entre ambos, serve como pano de fundo para a real intenção: atingir e desvendar os medos e incertezas que habitam os recônditos de nossas almas.

“Cartas entre Amigos” é um livro de filosofia sobre a humanidade. Uma obra transformadora que deveria ser lida por todos. Fazemos de tudo para demonstrar força. Mas a fraqueza é inerente a cada um de nós, principalmente quando nos revestimos da mais valente armadura. Ledo engano. Quanto maior a armadura, mais frágil é o ser que a habita. Basta prestar atenção nas pessoas que compõem o elenco de nosso cotidiano. No homem sisudo e incapacitado de um sorriso mora um menino frágil, desejoso por um abraço. Na mulher austera e rude habita uma podre garotinha que tem medo de escuro.

A principal mensagem do livro é que para sermos felizes basta que passemos a descobrir o que realmente somos. Ao lê-lo, recordei-me dos dizeres de Fernando Pessoa: “Procuro despir-me de tudo que aprendi; procuro esquecer-me da maneira de lembrar que me ensinaram, e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos; desencaixotar minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me e ser eu.”

PS: Dedico esse texto a meus companheiros de caminhada, em especial, a Angélica Neri, grande amiga.


sábado, 8 de agosto de 2009

Pais: Heróis em Humanidade


Cuidar e deixar ser cuidado; guiar e deixar ser guiado: qualidades privilegiadas concedidas por Deus aos homens que assumem a paternidade. Defender e ser defendido é tarefa árdua. Não é fácil tomar para si os erros e dores de alguém. Não é fácil curar feridas por meio de palavras doces e encorajadoras. Pais da humanidade, homens vencedores cuja missão é cuidar, guiar, orientar e defender seus filhos e filhas diante das adversidades a que somos expostos cotidianamente.

Paternidade não se restringe somente a laços de sangue. É bem maior que isso! O amor de Pai os une a seus filhos e filhas com laços de amor. Laços consistentes que determinam rumos a serem seguidos durante a vida.

Como canta Zezinho: “Das muitas coisas do meu tempo de criança, guardo vivo na lembrança, o aconchego de meu lar...” Sabedoria paterna, longas conversas na varanda determinam a imprecisão do tempo. A vida não parece passar quando somos acolhidos/a em braços afetuosos e protetores. Homens sábios, como o Bom Pastor que orientam nossas escolhas. Essa é a missão de Pais da humanidade: proteger seus filhos das armadilhas da vida.

Pais... Verdadeiros mártires como Dom Hélder, Dom Oscar Romero, entre outros que a serviço da comunidade e da Igreja adotaram milhares de filhos e filhas para o caminho da justiça. São Francisco... Que bom seria se o sentimento paterno fosse orientado por preceitos franciscanos... Francisco jamais teve a graça de ser pai biológico, mas cuidou para que a vida tivesse vida em abundância. Foi Filho, foi Irmão e foi Pai, a medida que considerava a natureza como mãe e a morte como irmã.

Existem pais privilegiados, mas que não dão conta de ampliar tal condição para o coletivo. Mártires têm essa capacidade humanitária, essa coragem vencedora. Deixar de ser Pai apenas dentro de casa e lutar pelo coletivo visando ao bem estar comunitário justifica a condição humana da paternidade.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

AH1N1: CONSPIRAÇÃO?

Caro leitor, você acredita na teoria da conspiração? Pois bem, de acordo com dados divulgados em um vídeo argentino, a nova gripe AH1N1 não passa de um mero subterfúgio para alavancar as vendas de um produto farmacêutico. Apesar de algumas informações errôneas, o vídeo é perspicaz à medida que apresenta um paralelo entre as diversas pandemias divulgadas na história. Confira e tire suas próprias conclusões.

sábado, 1 de agosto de 2009

DICA DE CINEMA



















LATTER DAYS: Fé x Homossexualidade

Vivemos em uma sociedade hipócrita. Simplesmente atuamos, como verdadeiros atores sociais que escondem as imperfeições da face por meio de maquiagens e máscaras. Isso não é novidade para ninguém. Nosso modo de ser, agir e pensar passa pelo crivo de dogmas religiosos, relações interpessoais, mercado de trabalho, universidades, dentre muitos outros elementos sociais. Existe autenticidade? Quem ou o que realmente somos?

Com base em tal perspectiva, podemos analisar o filme “Latter Days” (2003) como uma obra que tenta desmascarar a hipocrisia social. A produção provocou controvérsias antes mesmo da estreia nos cinemas americanos, recebendo intensa censura devido à complexidade do tema abordado. Tal repressão apenas corrobora o teor hipócrita de uma sociedade mascarada.

O filme narra a saga de Aaron Davis(Steve Sandvoss), jovem Mórmon confuso no que diz respeito à própria orientação sexual. Único filho de uma família conservadora, Aaron se muda para Los Angeles para desempenhar seu papel de missionário. Paralelamente ao tradicional Aaron, temos Christian (Wes Ramsey), homossexual assumido cuja vida se resume a festas e promiscuidades na grande Los Angeles. Vidas paralelas que se cruzam por ironias do destino.

Aaron passa a morar no mesmo condomínio que Christian. A cada encontro, a atração se estampa no olhar. Simples gestos dão a entender que o interesse é recíproco. No entanto, na primeira oportunidade de contato físico, Aaron se deixa dominar pela incerteza. Mais tarde, o atrito se transforma em uma delicada paixão.

Em uma ocasião, os demais missionário Mórmons flagram a relação entre os dois jovens. O fato acarreta sérias consequências a Aaron, inclusive sua excomunhão. A partir daí o filme gira em torno da persistência de Christian em procurar e recuperar seu grande amor. O preconceito e a repressão familiar são ressaltados a cada instante. Paradoxalmente, todo o amor e zelo que Aaron recebia da família se converte em asco e vergonha quando a descoberta vem à tona. Uma família de referências e confianças jamais poderia aceitar um filho homossexual, tanto é que não medem esforços para “curar” Aaron. Os obstáculos a serem enfrentados pelo dois são intensos e dolorosos.

“Latter Days” conflui sensualidade, sensibilidade, drama, comédia e romance. É um filme de densidade rara ao abordar as discrepâncias existentes entre religião e homossexualidade, focando a hipocrisia e o preconceito de uma forma jamais vista no cinema mundial. Fica a pergunta: Será que um Deus bondoso e compassivo puniria um filho cuja vida é propagar a fé, unicamente pelo fato de este ser homossexual? É o que a obra almeja responder.

Confira trechos do polêmico filme:


sábado, 25 de julho de 2009

Milhares de fiéis contemplam a casa da Mãe

Durante todo o ano, a cidade de Aparecida, localizada ao vale do Rio Paraíba, (SP) é visitada por milhares de devotos de Nossa Senhora. O local traduz todo o sentimento que rege a fé do povo brasileiro, orientada pela harmonia comunitária e amor fraterno. Nos 365 dias do ano, ininterruptamente, mares de fiéis contemplam a fé na Padroeira do Brasil.

Graças atendidas justificam o teor da fé, que se traduz quando nos deparamos com romeiros que vão a Aparecida com o intuito de “pagar promessas”. A ideia pode parecer contraditória, visto que o amor de Nossa Senhora é gratuito, não exige recompensas. Mas a fé ardorosa do povo brasileiro, o leva a praticar atos de “opressão” ao próprio corpo com o intuito de agradecer à mãe. Ledo engano. Os estigmas da carne, cicatrizes efêmeras, não cessam as marcas da alma.

O que segrega o povo latino das demais etnias é justamente a emoção. Vivenciamos os momentos de forma integral, isto é, nos doamos por inteiros mediante os fatos da vida. Essa entrega da alma é claramente explícita pelos fiéis romeiros de Aparecida.

Vale a pena visitar a casa da Mãe pelo menos uma vez ao ano. Mas, se você ainda não teve essa oportunidade, não se decepcione. O amor de Maria é sublime, grandioso e abrange todos os filhos e filhas. Agradecer pelas graças recebidas, de forma silenciosa e autorreflexiva, é uma excelente maneira de chegar até o grandioso coração da Mãe.



No dia 18 de Julho este blogueiro teve o privilégio de passar um dia na Casa da Mãe, juntamente com pessoas muito especiais! Confira as fotos:







quinta-feira, 16 de julho de 2009

ENYA: Voz Angelical que eleva ao sublime


Quando questionam sobre meu gosto musical, sempre digo que sou eclético. Realmente gosto um pouco de tudo, mas ultimamente a doce voz de uma cantora irlandesa chamada Enya, vem me cativando cada vez mais.

Nascida no condado de Donegal, situado ao noroeste da Irlanda, a cantora sempre buscou, em suas letras, inspirar-se na sua terra natal, muito influenciada pela cultura celta.

O auge do sucesso de Enya se deu em 1991 quando lançou o álbum "Shepherd Moons", alcançando o topo das paradas dos Estados Unidos e atingindo a marca de dez milhões de cópias vendidas. Merecidamente Enya conquistou, com este álbum, seu primeiro Grammy Award.

Depois de quatro anos longe das gravadoras, Enya retorna com “The Memory of Trees”. O álbum vendeu oito milhões de cópias e rendeu mais uma premiação do Grammy. Depois de mais cinco anos, a cantora lança o álbum “A Day Without Rain”, que tem como carro-chefe o clássico “Only Time”, tema de Charlize Theron e Keanu Reves no romance “Sweet November” (“Doce Novembro”).

Neste trajetória de sucesso, Enya já vendeu mais de quarenta milhões de cópias. O estilo musical de Enya acalma, levando o ouvinte a contemplar o sublime. A voz angelical, acrescida de suaves acordes eruditos nos remete, inevitavelmente, ao sagrado. Não deixe de ouvir Enya. Eu recomendo.



Confira a melodia Book of Days, do álbum “Shepherd Moons", executada por enya em uma de suas raras apresentações:





Only Time, trilha de Sweet November:




Videoclipe de It's in the Rain:




Tema de "O Senhor dos Anéis" - May it Be:


OBS: Algumas informações foram baseadas no Wikipédia.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

12° INTERECLESIAL DAS CEBs

Preparação para o 12° Intereclesial das CEBs

No dia 5 de julho tive a oportunidade de participar, na cidade de Santópolis do Aguapeí, da celebração de envio para o 12° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de base (CEBs). O objetivo do evento foi orientar e conduzir os missionários da diocese de Araçatuba para o projeto de evangelização a ser realizado em Porto Velho (RO).

Iniciado em 1975, os Intereclesiais mostram a caminhada das CEBs e a cada edição apresenta um tema relacionado à realidade vivida pelo povo. Neste ano o tema é “CEBs: Ecologia e Missão” e o lema: “Do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia.” O encontro a ser realizado entre os dias 21 e 25 de julho tem a intenção de efetivar a proposta deixada por Jesus, além de buscar soluções para a questão da ecologia. O pensamento que rege as CEBs é o fato de que uma Igreja que se isola em um “mundinho” fechado e não aspira por transformação, não passa de uma Igreja inútil.

Ser Igreja é buscar condições de vida dignas a toda a comunidade. O tema deste ano é relevante pelo fato de a Amazônia ser uma região fundamental a vida do mundo. O Intereclesial promoverá a ideia de que é possível viver em sintonia com o meio ambiente, desfrutando dele sem prejudicá-lo.

A dignidade dos povos que habitam aquela região também será evidenciada. A sabedoria indígena deve ser respeitada, mas para tanto, é necessário conhecê-la em sua essência. Tal conhecimento se tornará eficaz à medida que quebrarmos quaisquer formas de preconceitos. Estereótipos só podem ser dissipados quando valorizamos a capacidade de dialogar.

CEBs

As comunidades Eclesiais de Base são comunidades cristãs formadas por pessoas de regiões próximas que se reúnem para refletir sobre os ensinamentos de Deus, e acima de tudo, que procuram concretizar tais ensinamentos. Quatro pilares sustentam as CEBs: a fé, os sacramentos, a comunhão e a missão.

Essas comunidades são respostas ao chamado de Jesus que nos exorta e viver no amor. Simplesmente ouvir a Palavra de Deus é uma atitude passiva. O que Ele nos ensina é viver e trabalhar para a comunidade, sempre com base em Seus ensinamentos. A missão concedida a cada um de nós é colocada em prática pelos membros das CEBs que almejam transformar a realidade, incitando uma abertura de conscientização política, social e econômica, visando ao bem estar geral.

Desejo sorte a todos os delegados que levarão para o 12° Intereclesial os anseios do povo de nossa região, em especial minhas amigas Talita e Baxinha. Deixo aqui a bela mensagem apresentada na música “Missão de todos nós”: O Deus que me criou, me quis me consagrou, para anunciar o seu amor. Eu sou como a chuva em terra seca; pra saciar, fazer brotar, eu vivo para amar e pra servir.

Isso mesmo! É missão de todos nós. A chuva em terra seca faz brotar árvores frondosas.


Confira agora algumas fotos da bela celebração de envio:

Meus amigos Fernanda e Rafael (partes de uma equipe privilegiada) apresentam a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos nós. Ela guiará nossos delegados!




Dos galhos secos de uma árvore, brotaram os anseios de um povo...




Momento do envio: os delegados serão nossos representantes no Intereclesial. Os anseios de um povo... O grito que vem da Amazônia! A terra ungida na fronte simboliza as partes de um todo que se tornarão um só! Isso é Unidade: pré-requisito da verdadeira essência cristã!





Confira agora o vídeo do 11° Intereclesial realizado em 2005 em Minas Gerais. Repare a diversidade cultural e o espírito ecumênico, característica inerente às CEBs:

domingo, 28 de junho de 2009

The King of Pop

Quinta-feira, dia 25 de junho, final de tarde. Ligo a TV e me deparo com uma triste notícia: morre Michael Jackson. Coloco-me cético frente a tal informação. Inevitavelmente penso que esta seria mais uma criativa forma de autopromoção, visto que o astro voltaria aos palcos no dia 13 de julho. No entanto, a suspeita logo se esvai à medida que o fato se propaga. Sim, era verdade. O mundo perdeu o Rei do Pop.

A vida de Michael foi marcada por polêmicas que vão desde repentinas transformações visuais até suspeitas de pedofilia. No início dos anos 80, mais precisamente em 1982, o ídolo alcançava seu auge, ocupando o the top of the tops nas paradas mundiais com o hit Thriller. O álbum ainda é o recordista de vendas na história da indústria fonográfica mundial. O que não se esperava é que após momentos de glória, a vida do astro se transformaria em um verdadeiro thriller. Após o estrondoso sucesso, tudo o que seria produzido em seguida, seria comparado à produção anterior. Lançado em 1987, dois anos após Thriller, o álbum Bad foi considerado frustrante.

Durante a infância, Jacko, como era conhecido, viveu uma rotina atípica, diferente das outras crianças. Suas felizes aparições diante das câmeras de TV eram mascaradas por frequente violência e exploração por parte do pai, que o obrigava a aperfeiçoar-se como artista em tempo integral. Algoz ou não, a intervenção paterna levou o astro a conhecer as peripécias da fama desde cedo. Plantou e colheu glórias, mas pagou caro por isso.

No final da década de 1980, Jackson passa a transformar-se progressivamente. Avanços tecnológicos o garantem a possibilidade de aderir à aprimoradas formas de manipulação estética. Entretanto, as constantes alterações visuais vão, a cada instante, distanciando o cantor, do ponto de vista físico, do garoto prodígio que fazia sucesso na década de 1970 cantando ABC no grupo Jacson Five.

As inúmeras intervenções cirúrgicas passam a ter resultado cada vez mais excêntricos. O ídolo foi se descolorindo aos poucos, em todos os sentidos. Transformou-se em uma espécie de máscara artificial.

Apesar de toda a excentricidade próxima à bizarrice que tanto marcou a vida de Michael, não se pode negar que o astro marcou uma geração. Não existe alguém que nunca se deixou contagiar pelo ritmo eletrizante de Thriller e Beat it. Jackson cumpriu sua missão: a de revolucionar toda a história da música mundial, servindo de inspiração para tudo o que surgisse depois. Será sempre lembrado como The King of Pop.

THRILLER AO VIVO

BEAT IT, mais um grande sucesso

WE ARE THE WORLD


domingo, 21 de junho de 2009

Um banho de água fria

17 de junho. Depois de intensos debates e diversos adiamentos, o Supremo Tribunal Federal opta pela revogação da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista. E o pior: a decisão foi quase unânime. Por oito votos a um, venceu a irracionalidade. De acordo com o célebre ministro Gilmar Mendes, ser jornalista é como ser cozinheiro, ou seja, não é necessário graduação. 

Confesso que ao tomar conhecimento do fato, me senti enganado, como se um banho de água fria levasse embora todos os meus sonhos. Isso mesmo! Foi inevitável pensar frases do tipo: “Estou perdendo tempo e dinheiro”, “O que faço em um curso que não me proporcionará estabilidade?” É melhor não relatar o que pensei sobre Gilmar Mendes, visto que preciso manter a elegância. Esperei para idealizar essa postagem, visto que devido à confluência de sentimentos, não conseguiria, de maneira alguma, ser elegante. 

A meu ver, o STF se baseou na Lei de Talião (aquele que reza “olho por olho, dente por dente”). Explico: se não fosse o trabalho árduo de jornalistas competentes, munidos de bem adquiridas técnicas de apuração, não seriam escancaradas as falcatruas que permeiam as ações do poder judiciário que, por teoria, deveria prezar pela aprovação de leis que beneficiassem a sociedade como um todo. 

A irrisória decisão coloca o Brasil em risco, visto que jornalismo é ciência. Sendo assim, a graduação proporciona aos profissionais, técnicas e conceitos teóricos indispensáveis para o exercício competente da função. Defender a liberdade de expressão é plausível. No entanto, limitar o trabalho de pessoas que passaram quatro anos em uma universidade não condiz com os preceitos de um país democrático.

Pensamento romântico ou não, acredito que o bom senso prevalecerá no mercado de trabalho, levando os contratantes a optarem por verdadeiros jornalistas. Caso profissionais precários passem a dominar o jornalismo, a sociedade também será informada de maneira precária, o que poderá acarretar sérias consequências. 

A meus amigos estudantes de jornalismo, não desanimem. Acredito sinceramente que ainda vale à pena ser jornalista. A concorrência será maior, sem dúvida, mas sempre há espaço para quem é bom. Ser bom não é ter as melhores notas, longe disso, mas estar preocupado em aperfeiçoar-se a cada instante, sugando o máximo dos profissionais que estão a nosso dispor e estar sempre ávido por conhecimento. Estas são as características inerentes a bons profissionais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

19/06: Dia do Sagrado Coração de Jesus


Amor ardoroso

Um amor que transborda em imensidão. Manso, humilde e sereno, capaz de sanar dores e feridas. O coração de Jesus aquece a humanidade com seu ardor. Coração dilacerado envolvido por chamas que crepitam um amor envolvente, que nos queima e transforma nosso ser.

O ardor do Coração de Jesus é em prol dos irmãos e da comunidade. Toda a maldade que nos afasta da comunhão fraterna é corroída pelo fogo do amor. Chama que atinge diretamente nosso interior, purificando nosso coração e fazendo-o semelhante ao do Pai.

Nossas ações devem ser guiadas pela caridade que nos estimula a praticar ações concretas capazes de construir uma comum unidade focada no ardor missionário. Uma Igreja justa é aquela cujas ações são orientadas de acordo com os preceitos de Jesus. Comunidades missionárias ardem de amor pelo próximo e agem em serviços pastorais em virtude da transformação da realidade.
Temos no coração o amor de Jesus! Basta que o deixemos aflorar! Passemos a anunciar ao mundo as maravilhas que Ele fez por nós. Esta é nossa missão, este é o nosso ardor!

domingo, 7 de junho de 2009

Cativeiro Global

Viver em sociedade é um grande desafio. Para ser considerado “normal” aos olhos dos outros, é necessário desempenhar papéis. Por viver em um conjunto de relações, o homem é obrigado a atuar, tornando-se um verdadeiro ator social, vestindo, muitas vezes, a máscara da hipocrisia. Esta máscara rouba a identidade da pessoa, fazendo-a esquecer o que realmente é.

Nosso cotidiano é conturbado. Em um único dia estamos em vários lugares: em casa, no trabalho, na igreja, na escola, etc. Isso nos leva a encarnar diferentes personagens, que nos adaptam às situações vivenciadas. Com o objetivo de atender às expectativas dos que estão ao nosso redor, esquecemos de nossa subjetividade. Aniquilamos nosso próprio ego à medida que passamos a ser o que não somos. Ser pessoa não é nada fácil.

Se passarmos a contrariar a aceitação social, seremos taxados como loucos. Na conturbada sociedade contemporânea, indivíduos realmente autênticos são considerados doentes mentais. Isto porque não vestem máscaras sociais que inibem sua real condição.

A subjetividade humana é sequestrada a cada fração de segundo. O mundo tornou-se um imenso cativeiro. O sistema vigente é o algoz que prende milhares de seres humanos nas celas da alma. Libertar-se de si mesmo é tarefa árdua. Liberdade... A grande utopia social.

Como podemos ser livres se estamos condicionados a ser o que não somos? Que liberdade é essa que nos obriga a enxergar a vida como uma peça de teatro na qual somos os protagonistas? Sim, somos os atores principais desse grande teatro, porém, na condição de personagens, jamais desfrutaremos de uma liberdade plena e, por consequência, permaneceremos em cativeiros sem saída.

Nem mesmo a percepção social provém de nossos conhecimentos acerca do mundo. Nossa visão condiciona-se a elementos tais como o behaviorismo, que nos induzem a enxergar as coisas conforme comportamentos pré-estabelecidos. Na condição de atores, comportamo-nos de acordo com a exigência da situação.

Indivíduos que se desvirtuam das regras sociais são execrados e excluídos do meio. Considerados loucos ou marginais, sofrem uma das maiores repressões: o isolamento. Mais uma vez comprova-se a escassez de liberdade que caracteriza o mundo contemporâneo. Somos protagonistas da história, e devemos agir como tais. Portanto, devemos passar a construir o enredo de nossa peça, somente assim a liberdade será contemplada.

domingo, 31 de maio de 2009

PENTECOSTES

Hoje celebramos o dia de Pentecostes! Festa jubilosa e especial! A construção de nossa Igreja! Mas, o que é ser Igreja? Depositar tudo nas mãos de Deus e não agir? Como se dá a manifestação do Espírito Santo em nossa vida? De maneira clara, através de ações concretas, ou de forma incompreensível e alienante?
O Texto abaixo, de minha autoria, foi publicado na edição do mês de maio do Informativo "O Comunitário" da Paróquia Imaculada Conceição. 

Pentecostes exige Unidade

Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino do Céu. Só entrará aquele que põe em prática a vontade do meu Pai, que está no céu. (Mt 7:21)” O trecho do Evangelho de Mateus nos alerta para o verdadeiro sentido de se colocar a serviço da comunidade. Pentecostes não significa enxergar a construção do Reino de Deus por meio de um viés místico, inatingível e incompreensível. Muito pelo contrário. Os dons concedidos por Deus pela ação libertadora do Espírito valorizam, sobretudo, a vivência da Unidade cristã.

Colocar o divino sobre um patamar elevado não passa de mera utopia. O divino não se manifesta de forma sobrenatural, como muitos acreditam. A divindade está presente nas ações que manifestamos através da sabedoria ímpar concedida por Deus a cada um/a de nós. E mais, o Espírito Santo habita em cada cristão, manifestando-se com clareza, por meio de nosso testemunho cotidiano. De que adianta passar horas e mais horas orando e, paradoxalmente, isolar-se em um “mundo de fantasias”, não fazendo absolutamente nada em prol de uma participação efetiva e afetiva no Reino que também é nosso? Egocentrismo não combina com atitude Cristã. Pentecostes exige Unidade e Ação!

 A oração nos garante sustento para não desanimarmos mediante limitações e desafios, além de ser forte sinal de esperança de que um outro mundo é possível. É imprescindível dialogar com Deus, mas também, cabe a cada um/a desempenhar seu respectivo papel. “A messe é grande, mas os operários são poucos” (Mt 9, 35-38): o conformismo e o comodismo são os grandes vilões motivadores da escassez de operários dispostos a trabalhar pela Unidade. Atitudes passivas que, infelizmente, levam centenas de “cristãos” (isso mesmo, entre aspas!), a buscar métodos alienáveis de aproximar-se de Deus. O mundo perfeito, utópico e sobrenatural é simplista e, por consequência, mais atrativo. Infelizmente.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Democratizar opiniões

O texto abaixo integra uma atividade avaliativa idealizada na disciplina "Jornalismo Online e Novas Tecnologias" ministrada pelo professor José Marcos Taveira. A proposta foi a seguinte: "Qual a importância do Blog para o jornalista?" Confira:

Informação desprovida de filtros
Propagar informações na grande imprensa de forma democrática não passa de utopia. Ceticismo? Não, realidade. Os jornalistas são limitados pelos gatekeepers, ou seja, os grupos responsáveis pela seleção do material divulgado. Esta escolha de informações nem sempre atende a aspectos justos, visto que interesses particulares podem guiar os responsáveis pela seleção. Um dualismo se alastra pelos corredores das redações: o que divulgar? Em meio a tantas informações, qual determinaria a agenda pública?

Além das preocupações acerca da agenda setting, outro fator é preponderante na acirrada disputa pelos materiais que tomarão conta das páginas dos periódicos. A sociedade amparada pelo capitalismo obriga a grande mídia a depositar na publicidade um forte meio de sobrevivência. Isto leva, involuntariamente, os jornalistas a publicarem informações que atendam às expectativas de seus clientes.

Profissionais do jornalismo, em sua maioria, são críticos. Isto é fato. Sendo assim, limitações se tornam martírios. Além do mais, o modelo engessado denominado pirâmide invertida os obriga a aniquilar qualquer espécie de subjetividade ou divagação. Em meio a tantos obstáculos, diversos jornalistas têm encontrado nos Blogs um excelente meio de propagar pontos de vistas, preferências, fotografias, vídeos e até devaneios.

O caráter independente e estritamente pessoal torna-se sedutor para indivíduos que passam a maior parte do tempo trancafiados em uma redação recebendo ordens de superiores. A abrangência de um diário virtual, como a ferramenta é popularmente conhecida, induz os formadores de opinião a formarem uma ideologia particular, livre das exigências de empresas privadas que, obviamente, visam ao lucro. Esta ideologia dissociada de hierarquia é capaz de angariar seguidores fiéis, além de ser uma forma inovadora de sobreviver ao mercado capitalista. Fato: muitas pessoas estão sendo pagas para efetuar postagens em Blogs segmentados.

A eficácia é comprovada. O poder de persuasão inquestionável. A sedução, inegável, visto que a liberdade por si só, gera atração. Devido a abrangência e número de adeptos aumentando a cada dia, é provável que as empresas jornalísticas deverão se adaptar a esta nova forma de divulgar pensamentos. A ferramenta tem tudo para ser uma forte concorrente da mídia predominante. Pensamento apocalíptico ou não, o melhor a fazer é amenizar exigências que servem apenas para comprovar o teor retrógrado dos bastidores dos nossos jornais de cada dia.

domingo, 24 de maio de 2009

Desgraçadamente repulsivos


Um soco no estômago. Asco, mal-estar. Uma confluência de sensações que variam do nojo ao lirismo. A mente se confunde. Escárnio e sensualidade se misturam de maneira jamais vista na história do cinema mundial. O filme “Saló ou os 120 Dias de Sodoma”, dirigido pelo mestre italiano Pier Paolo Pasolini, está a anos-luz do cinema convencional de Hollywod. 

A obra idealizada em 1975 gerou repulsa na sociedade italiana, sofrendo intensa censura por parte das camadas conservadoras. Não seria para menos. Pasolini tinha por meta escancarar a sociedade fascista orientada por prazeres, tortura e humilhações em diversas facetas. Se o objetivo era chocar, podemos dizer que o diretor o conquistou. Em uma catarse explícita e incômoda, o filme extrapola o campo das ideias, fazendo que o impacto também seja sentido no estômago. Blockbusters ao estilo “Jogos Mortais” não passam de contos de fadas se comparados a “Saló”.

 Ano de 1944. A província italiana de Saló está dominada pelo fascismo. Representantes do clero, nobreza, justiça e política resolvem recrutar dezesseis jovens exemplares e perfeitos para passar uma jornada vivendo em um palácio isolado no Marzabotto, juntamente com guardas, criados e garanhões. Além deles, quatro mulheres de meia-idade acompanham a jornada. 

Os jovens selecionados seriam contemplados a viver um circo de horrores, servindo aos desejos escatológicos e animalescos dos representantes do poder. Submissão. Depravação. Sexo. Violência. O grupo é forçado a satisfazer os porcos desejos de seus superiores. A tortura não se restringe somente à aspectos físicos. Além da submissão, são forçados a ouvir as pervertidas histórias diabolicamente narradas pelas damas de meia-idade ao som infernal de um piano. Os contos serviriam de estímulo para a consumação dos patológicos prazeres carnais.

Durante a estadia no palácio, os jovens passariam por três círculos: o Círculo das Manias, o Círculo da Merda e o Círculo de Sangue. Nada é mais repugnante do que o círculo da merda. Utilizando o argumento de que a dor somada a sujeira aumenta a satisfação e o prazer, os algozes obrigam seus súditos a saborearem, deliciosamente e com bom apetite seus próprios excrementos. A expressão mangiare é difícil de ser esquecida. Humilhação sem precedentes na vasta história do cinema. 

Focado em teorias de mestres como Foucalt e Nietzsche, Pasolini ressalta polêmicas teorias como a transgressão de valores e dignidade humana. Não surpreende o fato de alguns jovens recrutados pelos torturadores fascistas demonstrarem carinho pelas criaturas opressoras, a ponto de se sentirem satisfeitos em servir como objeto de prazer. Um filme estarrecedor, alarmante e que, acima de tudo, leva a pensar sobre o mal intrínseco a espécie humana. 

Saló - Itália/França, 1975, Drama, 18 anos